Armando Vara condenado a dois anos de prisão efetiva por branqueamento de capitais

Armando Vara condenado a dois anos de prisão efetiva por branqueamento de capitais

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whatsapp sharing buttonO antigo ministro, amigo de José Sócrates e ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos Armando Vara, foi hoje condenado a uma pena efetiva de dois anos de prisão pelo crime de branqueamento de capitais.

Armando Vara estava acusado de um crime de branqueamento de capitais, do qual foi pronunciado em processo separado da Operação Marquês (cujo principal nome é o ex-PM, José Sócrates).

Trata-se da primeira condenação separada da Operação Marquês.

O tribunal “deu como provado quase todos os factos” da acusação do Ministério Público.Segundo o tribunal, o arguido “exerceu as mais altas funções públicas, contribuiu para a condução dos destinos no país e tinha rendimentos declarados acima da média”, tendo “o dever moral de agir de uma forma diferente de como o fez”.Recorde-se que, na acusação, o MP considerou que o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos sabia que o dinheiro que fez circular por contas offshore tinha origem fiscal e que o quis esconder para não ser confiscado e responsabilizado pelo crime.À saída do tribunal, o advogado de Armando Vara considerou a decisão “injusta” e irá « ponderar com o constituinte o recurso ».

Armando Vara estava acusado no processo Operação Marquês de crimes de corrupção, branqueamento e fraude fiscal qualificada, mas, por decisão instrutória do juiz Ivo Rosa, conhecida a 9 de maio, foi julgado em processo separado unicamente por um crime de branqueamento de capitais.

Recorde-se que o ex-ministro, de 67 anos, está a cumprir uma pena de prisão efetiva de cinco anos no âmbito do processo Face Oculta, no qual foi condenado por tráfico de influências.

 

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