Não há portugueses « até ao momento » entre as vítimas do incêndio na Suíça – MNE

Não há portugueses "até ao momento" entre as vítimas do incêndio na Suíça - MNE

O Governo português informou que “até ao momento não há indicação” de vítimas de nacionalidade portuguesa no incêndio que deflagrou hoje de madrugada num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça.

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) afirmou que “até ao momento não há indicação de vítimas portuguesas”, mas é necessário esperar, tendo em conta o número de portugueses que vive na Suíça e no Cantão de Valais, onde ocorreu o incêndio.

A mesma fonte acrescentou que Portugal está a acompanhar a situação e em contacto com as autoridades suíças e salientou que os contactos de emergência para situações deste género não receberam qualquer pedido.

Na Suíça vivem 270 mil portugueses e no Cantão de Valais 64 mil.

Segundo o comandante da Polícia Cantonal de Valais, o incêndio num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça, provocou « dezenas de mortos » e cerca de 100 feridos

Frederic Gisler adiantou que muitos dos feridos no incêndio – que começou cerca das 01:30, depois de se terem registado várias explosões durante a festa de passagem de ano que decorria no bar Le Constellation – estão em estado grave.

A polícia ainda não avançou informação sobre a causa do incêndio, mas já excluiu a hipótese atentado.

A procuradora-geral do cantão suíço de Valais, Beatrice Pilloud, disse na mesma conferência de imprensa que « a prioridade é o trabalho de medicina forense para que as vitimas mortais possam ser identificadas ».

O governo cantonal de Valais declarou estado de emergência a partir das 09:00 de hoje para facilitar a atuação dos meios de socorro.

Crans-Montana é uma estância de desportos de inverno que atrai turistas de todo o mundo – situada no coração dos Alpes suíços, cerca de 40 quilómetros a norte do Matterhorn, um dos mais famosos picos alpinos – e com uma população de cerca de 10.000 residentes.

 

Com Agência Lusa.

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