
O candidato presidencial Jorge Pinto afirmou hoje que cumpriu o seu objetivo eleitoral ao colocar no debate temas como a defesa da Constituição e argumentou que foi a “boa surpresa” destas eleições, porque passou de desconhecido a alguém admirado.
No discurso de reação aos resultados destas presidenciais, no Amarante Cine-teatro, ‘quartel-general’ da sua candidatura, Jorge Pinto assegurou estar de “consciência tranquila” e com um sentimento de “dever e missão cumprida”, uma vez que conseguiu “marcar agenda e mostrar que se pode fazer política de uma maneira diferente”.
“Objetivo cumprido, graças a vocês. (…) Quando nesse dia dissemos que íamos colocar a regionalização na agenda, colocámos. Quando nesse dia dissemos que íamos falar dos problemas do SNS (…) marcámos a agenda, estamos todos de parabéns. Quando aqui nesta sala dissemos que o grande tema desta campanha tinha de ser a defesa da Constituição quando ela está a ser seriamente ameaçada, cumprimos”, enumerou.
O candidato presidencial apoiado pelo Livre congratulou-se por ter “obrigado os outros candidatos a vir a jogo” e a dizerem como “querem defender esta Constituição”, garantindo que “este marcar de agenda vai continuar”.
“Que ninguém ache que daqui para a frente vamos baixar os braços, que ninguém ache que vamos sair da arena política. Isto é apenas o começo. Amanhã cá continuaremos com a mesmíssima força, a mesmíssima energia que mostrámos nesta campanha”, afirmou.
Depois de ao longo da campanha ter dito diversas vezes que seria a “boa surpresa” destas eleições, Jorge Pinto reiterou que “foi mesmo a boa surpresa” destas presidenciais, uma vez que passou de “um perfeito desconhecido para uma pessoa que boa parte do país respeita e admira”.
O também deputado do Livre argumentou que também foi a boa surpresa porque mostrou que “a idade não é o posto”, que “há quem não desiste do país” e quem faça política de uma “maneira positiva e afirmativa”.
“E estou muito convencido, e perdoem-me a imodéstia, que daqui para a frente essa boa surpresa se vai afirmar independentemente dos resultados”, anteviu.
Radio Alfa com LUSA