Mau tempo: Governo lamenta duas mortes e diz que Proteção Civil dará informações “em breve”

Devido à passagem da depressão Kristin, uma árvore de grande porte caiu sobre uma viatura que circulava na Estrada Atlântica, que liga Salir do Porto e Foz do Arelho, nas Caldas da Rainha, 28 de janeiro de 2026. Portugal continental está a ser afetado pelos efeitos da passagem da depressão Kristin, com chuva, vento, neve e agitação marítima, tendo sido emitidos vários avisos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). CARLOS BARROSO/LUSA

O Governo lamentou hoje duas mortes sequência do mau tempo e salientou o papel da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), dizendo que este organismo “prestará as informações adequadas em breve”.

Num comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro, refere-se que “o Governo tem estado a acompanhar em permanência o impacto da tempestade ‘Kristin’ em território nacional ».

“A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil tem estado a coordenar o acompanhamento e reação operacional da administração pública ao impacto da tempestade e prestará as informações adequadas em breve. O Governo lamenta profundamente a perda de duas vidas e apresenta sentidas condolências às famílias”, refere a nota.

O Governo salienta que a tempestade “Kristin” foi “um evento climático extremo, que causou danos significativos em partes do território, em diversos domínios, infraestruturas e equipamentos”.

“As consequências foram minimizadas pelos avisos atempados da proteção civil e a postura responsável e prudente da população portuguesa, que é essencial manter até indicação em contrário da ANEPC”, considera o executivo.

O Governo apela à população para que siga as orientações das autoridades, tais como “evitar circulação em zonas mais afetadas”.

“Estão a ser desenvolvidos todos os esforços para reposição da normalidade nas zonas mais afetadas, designadamente em termos de fornecimento elétrico, vias de comunicação e de meios de transporte, que em algumas situações exigirão intervenções físicas”, explica-se.

Por outro lado, o Governo indica que “as entidades do setor elétrico estão a trabalhar para prosseguir a reposição do fornecimento de eletricidade, cuja interrupção ainda afeta algumas centenas de milhares de pessoas, sobretudo na região centro litoral”.

A ANEPC registou entre as 00:00 e as 08:00 de hoje cerca de 1.500 ocorrências, dando conta do “grande impacto” da depressão Kristin, sobretudo nos distritos de Leiria e Coimbra e na região Oeste (distritos de Leiria e Lisboa), com cortes de energia e de comunicações, cortes de estradas e quedas de árvores e de estruturas.

Até às 07:00 de hoje, 855 mil clientes da E-Redes estavam sem energia elétrica em Portugal continental, sendo Lisboa, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Leiria, Santarém e Setúbal os distritos mais afetados, disse à Lusa fonte da empresa.

Rádio Alfa com LUSA

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