Mónica Cunha explica o apelo das mulheres da diáspora contra « discursos populistas e extremistas »

Quase duas centenas de mulheres portuguesas da diáspora, maioritariamente residentes em França, tornaram pública uma carta aberta onde alertam para os riscos que a normalização de discursos populistas e extremistas representa para a democracia portuguesa.

Médicas, professoras, advogadas, empresárias, artistas, investigadoras, trabalhadoras dos serviços, dirigentes associativas, estudantes, cuidadoras, reformadas e mulheres eleitas: a lista de subscritoras reflete a pluralidade da comunidade portuguesa fora de Portugal.

Em entrevista no programa Passagem de Nível, Mónica Cunha, uma das subscritoras da carta, explica que esta tomada de posição nasce de uma preocupação comum:

 

A carta rejeita explicitamente a instrumentalização do medo e do ressentimento, sublinhando que a divisão social e o oportunismo político não oferecem respostas aos problemas reais da população. Pelo contrário, defendem as signatárias, essas estratégias fragilizam a democracia e aprofundam desigualdades já existentes.

É neste enquadramento que as signatárias assumem o apoio ao candidato democrático António José Seguro, que consideram representar estabilidade institucional, respeito pelas comunidades emigrantes e um compromisso claro com uma democracia plural e responsável. O apoio, frisam, não resulta de uma lógica partidária, mas de um dever cívico perante o avanço de forças extremistas.

Rádio Alfa

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