Presidenciais. Imprensa internacional destaca vitória do « moderado » sem esquecer ameaça da extrema-direita

Presidential candidate, Antonio Jose Seguro, delivers a speech after his victory in the second round of the Portuguese presidential elections, Caldas Rainha, Portugal, 8th February 2026. More than 11 million voters were called upon to choose the new President of the Republic, in an election that pited António Jose Seguro against Andre Ventura, the two candidates who received the most votes on 18 January. JOSE COELHO/LUSA

O resultado das eleições presidenciais não passa despercebido lá fora, com a imprensa internacional a destacar a vitória do « socialista » e « moderado » António José Seguro sobre o « populista » André Ventura. Apesar da « vitória expressiva » de Seguro, destacam também a percentagem recorde de votos de Ventura.

“Portugal elegeu no domingo António José Seguro, antigo líder do Partido Socialista de Portugal com amplo apoio do sistema, numa vitória esmagadora sobre o seu adversário nacionalista, André Ventura”, escreve o New York Times.

“Apesar de uma vitória decisiva de António José Seguro”, o jornal norte-americano lembra que “a presença de um nacionalista na segunda volta mostrou que Portugal não está imune à crescente maré de extrema-direita na Europa”.

“Portugal, outrora considerado um dos últimos bastiões do continente contra o nacionalismo de linha dura, já não está imune à onda populista”, escreve o New York Times.

Guardian também destaca a “vitória expressiva” de Seguro, mas observa que Ventura, ainda assim, conseguiu uma percentagem recorde de votos.

O francês Libération escreve que o socialista “derrotou com folga” o seu adversário. “Mas a sua vitória não consegue mascarar nem a ascensão da extrema-direita, nem as divisões sociais que atravessam o país”, acrescenta.

Le Monde chama candidato da “extrema-direita” a Ventura e recorda que o recém-eleito chefe de Estado assegurou “o apoio de numerosas personalidades políticas da extrema-esquerda, do centro e mesmo da direita, mas não do primeiro-ministro, Luís Montenegro”.

Politico escreve que “Seguro, um moderado que a ganhou a primeira volta em 18 de janeiro, tornou-se uma escolha segura para contrariar o candidato do Chega”, que descreve como “anti-ciganos, anti-imigrantes e antissistema”.

António José Seguro é o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. Com as 20 freguesias que adiaram a votação devido ao mau tempo e sete consulados por apurar, Seguro tem 3.482.481 votos (66,82%), com André Ventura com 1.729.381 (33,18%).

Seguro ultrapassou Mário Soares e é o presidente com mais votos de sempre.

Apesar de sair derrotado, André Ventura destacou que conseguiu mais votos do que a Aliança Democrática nas eleições legislativas.

Confira todos os resultados oficiais no site da presidenciais2026

Com RTP

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