Mau tempo: Ministra do Ambiente admite redirecionar fundos europeus para reparar estragos

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho (C), desloca-se num bote durante a vista para acompanhar a situação do Rio Tejo e os impactos das cheias no concelho, no Cartaxo, 10 de fevereiro de 2026. Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

A ministra do Ambiente e Energia afirmou hoje que o Governo vai ter de redirecionar verbas dos fundos europeus para responder aos estragos provocados pelas sucessivas depressões, incluindo danos em diques, margens de rios, arribas e pequenas barragens.

Em declarações aos jornalistas na Valada, no concelho do Cartaxo, Maria da Graça Carvalho adiantou que o Governo vai analisar os fundos disponíveis (Fundo de Coesão, Fundo Ambiental e Plano de Recuperação e Resiliência) para redirecionar prioridades e financiar as obras urgentes, acrescentando que o Governo está a avaliar as necessidades com o apoio das autarquias.

A decisão sobre a reorientação de fundos será tomada “pelo primeiro-ministro, em conjunto com os ministros da Economia e da Coesão”, disse a governante.

Maria da Graça Carvalho explicou ainda que o levantamento dos prejuízos “ainda não está concluído”, devido à persistência de chuva intensa em várias zonas do país, mas adiantou que há danos “em praticamente todo o litoral”, com particular preocupação nas arribas, onde os deslizamentos “são rápidos” e não permitem retirar pessoas com a mesma antecedência que nas cheias.

 

Com Agência Lusa.

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