Trump diz ter aproveitado a « última e melhor oportunidade » para atacar o Irão

Donald Trump diz que os EUA continuam a realizar "operações de combate em larga escala".

Num discurso durante a cerimónia de entrega de medalhas de honra, na Casa Branca, esta segunda-feira, o presidente norte-americano falou pela primeira vez sobre os ataques dos EUA contra o Irão.

Donald Trump diz que os EUA continuam a realizar « operações de combate em larga escala » no Irão para eliminar as ameaças representadas pelo regime iraniano, afirmando que Teerão ignorou os avisos dos EUA e « recusou a cessar a procura por armas nucleares ».

“O Irão recusou parar o seu programa de armas nuclear”, disse Trump. “Pensávamos que tínhamos chegado a um acordo, mas eles recuaram”, acrescentou, afirmando que aproveitou a « última e melhor oportunidade » para atacar o Irão.

« Um regime iraniano com mísseis de longo alcance e armas nucleares constituiria uma ameaça intolerável para o Médio Oriente, mas também para o povo norte-americano », acrescentou.

“Esta era a nossa última hipótese”, disse, afirmando que os EUA vencerão “facilmente”.

O presidente norte-americano afirma que a operação no Irão está « significativamente adiantada em relação ao calendário » e garante que os EUA têm « capacidade » para um conflito que dure « muito mais tempo » do que quatro ou cinco semanas.

 

Irão: 6 militares dos EUA mortos na ofensiva – Exército

O Exército norte-americano elevou hoje para seis o número de militares mortos na ofensiva em curso contra o Irão, após confirmar a morte de mais dois efetivos dados como desaparecidos.

Em comunicado, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) afirmou que « as forças norte-americanas recuperaram recentemente os restos mortais de dois militares que estavam desaparecidos numa instalação atingida durante os ataques iniciais do Irão na região ».

O Pentágono (Departamento de Defesa norte-americano) tinha confirmado no domingo a morte de três militares e já hoje o CENTCOM indicou que um quarto militar, gravemente ferido durante os ataques iniciais iranianos, acabou por sucumbir aos ferimentos.

As forças norte-americanas sublinharam, contudo, que « as principais operações de combate continuam » e que o « esforço de resposta » permanece em curso.

Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa “eliminar ameaças iminentes” do Irão e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justifica a ação conjunta contra o que classificou como uma “ameaça existencial”.

O Irão já confirmou a morte do ‘ayatollah’ Ali Khamenei, o líder supremo do país desde 1989 e decretou um período de luto de 40 dias.

Pelo menos 555 pessoas morreram no Irão desde o início dos ataques, segundo a organização humanitária Crescente Vermelho iraniano. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de quatro militares norte-americanos.

Portugal, França, Alemanha e Reino Unido condenaram os ataques iranianos a países vizinhos.

 

Netanyahu diz que queda do regime iraniano está a aproximar-se

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, previu hoje a queda iminente do regime em Teerão, afirmando que se aproxima o dia em que o « valioso povo iraniano rejeitará o domínio da tirania ».

« Lançámos esta campanha para afastar qualquer tentativa de renovar ameaças existenciais e também nos comprometemos a criar as condições que permitam ao valente povo iraniano livrar-se do domínio da tirania », afirmou Netanyahu.

« Esse dia está a aproximar-se. E quando chegar, Israel e os Estados Unidos estarão ao lado do povo iraniano. (…) Depende deles », acrescentou o primeiro-ministro israelita, em visita ao local de um ataque com mísseis iranianos que causou nove mortos no domingo em Bet Shemesh, perto de Jerusalém.

Os ataques iranianos a Israel provocaram pelo menos 10 mortos, enquanto no Irão são mais de 550, de acordo com uma contagem divulgada pelo Crescente Vermelho iraniano.

Meios de comunicação de social iranianos tinham noticiado, citando a Guarda Revolucionária iraniana, que o gabinete de Netanyahu e outros objetivos tinham sido atacados pelas Forças Armadas da República Islâmica « em ataques seletivos e surpresa com mísseis Kheibar », algo negado por Israel.

« É completamente falso. É só propaganda da Guarda Revolucionária » do Irão, afirmou à agência de notícias espanhola EFE um porta-voz do gabinete de Benjamin Netanyahu.

Os alarmes antiaéreos soam periodicamente em Jerusalém, onde no domingo à noite um míssil atingiu uma estrada de saída da cidade, que até agora não tinha sido atacada nem no atual conflito com o Irão nem na chamada guerra dos 12 dias de junho de 2025.

Hoje de manhã voltaram a soar e ouviram-se interceções, mas não foi relatada a queda de nenhum projétil, nem avistado fumo ou outro sinal que pudesse alertar para um impacto na cidade, indicou a EFE.

As defesas israelitas repeliram a maior parte dos projéteis iranianos, embora no domingo nove pessoas tenham morrido na sequência do impacto de um míssil numa sinagoga que abrigava um refúgio comunitário e casas vizinhas em Beit Shemesh, a cerca de 30 quilómetros de Jerusalém.

Israel e Estados Unidos (EUA) lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região do Golfo e alvos israelitas.

 

Com Agência Lusa e RTP.

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