
Pierre Aderne construiu um percurso artístico entre o Brasil, Portugal e França. Nascido em Toulouse, mas criado no Brasil, o artista afirmou-se ao longo dos anos como uma das vozes mais elegantes no encontro entre a bossa nova, o fado e o jazz.
Entrevista conduzida por Didier Caramalho no ALFA 10/13 do dia 11 de maio de 2026:
Foi com “Mina do Condomínio” do Seu Jorge que o público brasileiro descobriu o talento de escrita de Pierre Aderne. O tema tornou-se rapidamente um êxito e abriu caminho a um percurso artístico singular, marcado por uma escrita sensível e por composições onde a riqueza da música brasileira dialoga com uma dimensão intimista e profundamente poética.
Radicado em Lisboa, Pierre Aderne integra atualmente vários projetos musicais, entre os quais « Rua Das Pretas », coletivo artístico incontornável da cena cultural lisboeta, conhecido pelos encontros entre música, literatura e celebração. Sob a direção de Pierre Aderne, o coletivo prepara agora o lançamento de “Povo Brasileiro”, o 12.º álbum assinado por Aderne. O disco será apresentado no dia 12 de maio no Studio de L’Ermitage, em Paris, num concerto de lançamento especial. Gravado na Casa Museu Darcy Ribeiro, em Maricá, no Rio de Janeiro, “Povo Brasileiro” reúne músicos do Brasil, de Cabo Verde e de Portugal numa travessia contemporânea das memórias lusófonas.
O coletivo « Rua Das Pretas » funciona assim como um espaço cultural vivo, reunindo artistas como a cantora cabo-verdiana Zulu, a fadista portuguesa Ana Margarida Prado, o multi-instrumentista Nilson Dourado, a flautista Letícia Malvares e músicos do Cordão do Boitatá, entre outros.
Didier Caramalho