Parlamento saúda eleição de Portugal para membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU

Portugal foi eleito membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas logo na primeira volta, com 143 votos favoráveis, superando as candidaturas da Alemanha e da Áustria.

O Parlamento aprovou hoje, com a abstenção do PCP, um voto do presidente da Assembleia da República de saudação pela eleição de Portugal para membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas no biénio 2027-2028.

Portugal foi hoje eleito membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas logo na primeira volta, com 143 votos favoráveis, superando as candidaturas da Alemanha e da Áustria.

Esta é a quarta vez que Portugal integra o principal órgão das Nações Unidas responsável pela manutenção da paz e da segurança internacionais, após os mandatos de 1979-1980, 1997-1998 e de 2011-2012.

No voto subscrito por José Pedro Aguiar-Branco, refere-se que “a candidatura portuguesa, formalizada em 2013 e desenvolvida ao longo de mais de uma década, assentou num programa de três pilares: prevenção, parceria e proteção”. Um programa “traduzindo uma diplomacia preventiva, vocacionada para a construção de pontes entre continentes e para a proteção das populações e ancorada na tradição universalista de Portugal”.

“Este êxito é fruto de um esforço de Estado, que mobilizou sucessivos governos, presidentes da República e toda a rede diplomática nacional, e conheceu a sua fase decisiva sob a condução do ministro de Estado dos Estados Estrangeiros, Paulo Rangel, cuja ação determinada e mobilização internacional foram essenciais para o reconhecimento alcançado”, refere-se no voto.

A eleição de Portugal, refere-se no texto aprovado pelo Parlamento, “constitui o reconhecimento internacional da credibilidade, do prestígio e da coerência da política externa portuguesa”.

“Com este mandato, Portugal assume uma acrescida responsabilidade na defesa do multilateralismo, da Carta das Nações Unidas, do direito internacional e da resolução pacífica de conflitos num momento particularmente exigente para as Nações Unidas e para a ordem internacional”, acrescenta-se.

 

Com Agência Lusa.

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