Mais de 1.800 pessoas detidas em França durante manifestações contra o custo de vida

Mais de 1.800 pessoas foram detidas em França na sequência das manifestações de sábado.

Mais de 1.800 pessoas foram detidas em França na sequência das manifestações de sábado contra o elevado custo de vida, anunciou o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez.

A jornada de protesto, que mobilizou centenas de milhares de pessoas em várias cidades francesas, ficou também marcada por numerosos incidentes, incluindo atos de vandalismo e pilhagens de estabelecimentos comerciais.

Segundo os números divulgados pelas organizações participantes, cerca de 800 mil pessoas participaram nas manifestações em todo o país. O ministro do Interior apontou, por sua vez, para 550 mil manifestantes, dos quais 110 mil em Paris.

As pilhagens atingiram várias grandes cidades, nomeadamente Paris, Marselha, Lyon e Nice, com montras partidas, grades metálicas arrancadas e lojas saqueadas, tendo alguns estabelecimentos sido incendiados.

Na manhã de hoje, a Prefeitura de Polícia de Paris indicou que 855 pessoas tinham sido detidas na capital. O Ministério Público referiu, por sua vez, 720 detenções e 517 pessoas colocadas sob custódia policial.

Um manifestante morreu em Paris, na sequência de um mal-estar súbito na avenida Magenta, por onde passou o cortejo de protesto.

Entretanto, os presidentes das câmaras de Paris, Lyon e Marselha solicitaram uma reunião com o Governo, em Matignon, denunciando a insuficiência dos meios policiais disponíveis.

Pequeno comércio teme consequências das pilhagens

A rede das Câmaras de Comércio e Indústria de França (CCI France) condenou os atos de violência, que classificou como «inaceitáveis», alertando para o impacto dos estragos em pequenos negócios já fragilizados.

Num comunicado divulgado hoje, a organização salientou que as montras partidas, os estabelecimentos saqueados e os incêndios afetaram empresas que enfrentam dificuldades acumuladas ao longo de vários anos de crise, agravadas pelo aumento dos custos e pela diminuição da afluência aos centros urbanos.

«Para muitas delas, estes danos podem ser o golpe de misericórdia», alertou a CCI France.

 

Com Agências e BFMTV.

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