A Cap Magellan apela ao voto contra o CHEGA de André Ventura na segunda volta da eleição presidencial portuguesa

A Cap Magellan apela ao voto contra a extrema-direita na segunda volta da eleição presidencial portuguesa de 8 de fevereiro de 2026

Na sequência dos resultados da primeira volta da eleição presidencial em Portugal, e fiel aos seus compromissos de sempre, a Cap Magellan reafirma o seu apego aos valores fundamentais que sustentam qualquer democracia: a liberdade, a igualdade, a dignidade humana, a solidariedade e o respeito por todas e todos. Estes princípios, que não pertencem a nenhum campo político nem a uma ideologia partidária, constituem o alicerce indispensável da convivência democrática.

Cinquenta anos após o 25 de Abril de 1974, a progressão e a normalização da extrema-direita, hoje presente na segunda volta, fragilizam diretamente estes fundamentos. Perante esta realidade, o silêncio não é uma opção.

Esta tomada de posição é cívica. A extrema-direita não constitui uma alternativa política como qualquer outra: os seus discursos assentam na estigmatização, no medo e na divisão. Banalizam a xenofobia e o racismo, incentivam a homofobia, alimentam o ódio contra as minorias e colocam em causa direitos fundamentais garantidos pela Constituição da República Portuguesa. O ódio e a discriminação não são opiniões; são incompatíveis com a democracia e com os princípios republicanos.

A História de Portugal, marcada por décadas de ditadura, de exílio e de privação de liberdades, impõe uma vigilância particular. O país construiu-se através da emigração, da abertura ao mundo e da diversidade. Fazer da origem, da religião, da orientação sexual ou da diferença um problema é profundamente contrário a essa história.

Nenhuma crise encontrará soluções duradouras no rejeitar do outro, no autoritarismo ou no enfraquecimento das liberdades individuais. A extrema-direita explora os medos, fragiliza a coesão social e coloca em perigo a democracia.

O papel do Presidente da República em Portugal é central. Enquanto garante da Constituição e do equilíbrio institucional, dispõe de poderes significativos. Confiar esta função a um Presidente oriundo da extrema-direita, ou que partilhe as suas ideias, representaria um risco grave para a democracia e para os contrapoderes.

Perante estes desafios, a nossa responsabilidade é clara: permanecer fiéis aos nossos valores e recusar a banalização do ódio.

Assim, apenas uma via é possível nas eleições presidenciais do próximo dia 8 de fevereiro: a responsabilidade democrática impõe-nos que façamos frente à extrema-direita, ao partido Chega e ao seu candidato.

Nunca mais um Portugal algemado.

Texto de Lurdes Abreu, Presidente da Cap Magellan

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