O Presidente Marcelo condecorou o general Spínola e outros membros da Junta de Salvação Nacional em clima de secretismo. A notícia, divulgada pelo jornal Público está a provocar forte polémica em Portugal no momento em que decorrem as comemorações dos 50 anos da « Revolução dos Cravos ».
Já o Expresso escreve: « o ex-Presidente da República e fundador da organização terrorista de extrema-direita MDLP foi condecorado a título póstumo com o Grande Colar da Ordem da Liberdade. António de Spínola faleceu em 1996. »
Este jornal realça a notícia do Público, dizendo que Marcelo Rebelo de Sousa condecorou António de Spínola, bem como os restantes membros da Junta de Salvação Nacional, o ex-Presidente da República Francisco da Costa Gomes, o almirante Rosa Coutinho, o general Jaime Silvério Marques, Carlos Galvão de Melo e Diogo Neto.
O Expresso lembra que Spínola foi fundador do MDLP (Movimento Democrático pela Libertação de Portugal), « organização terrorista de extrema-direita que Spínola fundou quando fugido no Brasil e que é responsável por vários meses de terror e mortes a seguir à revolução de 25 de abril de 1974 ».
Segundo o Público, foi no dia 5 de julho de 2023, que Marcelo Rebelo de Sousa condecorou o marechal António de Spínola com o Grande Colar da Ordem da Liberdade — a título póstumo e de forma muito discreta, quase clandestina.
Marcelo condecorou António de Spínola às escondidas, escreve este jornal, acrescentando:
No dia 5 de Julho, Presidente condecorou com o Grande Colar da Ordem da Liberdade os marechais António de Spínola e Francisco Costa Gomes. Mas ninguém soube porque a Presidência não quis revelar.
« António de Spínola, o primeiro Presidente da República depois do 25 de Abril, foi condecorado com o Grande Colar da Ordem da Liberdade pelo Presidente da República a 5 de Julho passado. A questão é que a condecoração póstuma do autor do “Portugal e o Futuro” foi feita na “clandestinidade”, não tendo a Presidência dado qualquer notícia do facto », comenta este jornal, que revelou a notícia.