Brexit: Bye Bye Reino Unido… agora é que é. Opinião

Publié le 30 janvier 2020

Expresso Curto desta quinta-feira, 30. Por Martim Silva:

A 1 de Janeiro de 1973, a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido entravam na então CEE, somando-se aos fundadores de 1957. 47 anos depois, a União Europeia, agora já com 28 países membros, está a assistir ao primeiro adeus de um clube no qual se julgava que todos queriam entrar e ninguém sair.

Esta quarta-feira, no Parlamento Europeu, os eurodeputados do Reino Unido participaram pela última vez num plenário. Houve choros e muitas emoções. Ao despedirem-se, entoaram um cântico tradicional escocês – Auld Lang Syne

(Numa das adaptações para o português:

Chegou a hora do adeus,
Irmãos, vamos partir,
No abraço dado em Deus irmãos,
Vamos nos despedir.)

Guy Verhofstadt, o antigo primeiro-ministro belga, lamentou que os britânicos, “que nos libertaram duas vezes”, deixem agora o projeto europeu. Claro que, do outro lado, Nigel Farage e os seus apoiantes, de union jack na mão, deixavam o Parlamento Europeu proclamando que saem “para nunca mais voltar”.

Aqui pode relembrar alguns dos momentos mais significativos desta história comum, desde que Heath assinou os tratados em 1972.

Quando acordarmos no próximo sábado, 1 de fevereiro, estaremos no início de um mundo novo para a Europa. Ainda de consequências não inteiramente discerníveis.

Até porque se o Brexit é efetivo a partir do início de fevereiro, os seus efeitos práticos só se devem fazer verdadeiramente sentir no final do ano. E aí estamos todos dependentes da capacidade das duas partes em negociar acordos bilaterais.

Aqui pode perceber como reagiram os eurodeputados portugueses à aprovação pelo Parlamento Europeu do acordo que dita a saída do Reino Unido da União Europeia. E aqui ver algumas das melhores imagens do dia de ontem na instituição.

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