
O Casa Pia venceu hoje o Torreense por 2-0, na segunda mão do play-off, e assegurou a permanência na I Liga de futebol, para a sexta temporada entre os ‘grandes’, frente ao detentor da Taça de Portugal.
Em Rio Maior, depois do 0-0 no primeiro jogo, em Torres Vedras, o espanhol Larrazabal e o ganês Ofori marcaram os golos dos lisboetas, aos 38 e 77 minutos, respetivamente, garantindo a quinta presença consecutiva no principal escalão, que se soma à estreia em 1938/39.
Os lisboetas, 16.ºs e antepenúltimos da I Liga, impuseram-se frente ao Torreense, que vai disputar a fase de liga da Liga Europa de 2026/27 graças à inédita conquista da Taça de Portugal, frente ao Sporting, no domingo, por 2-1, após prolongamento.
O Torreense procurava juntar-se na subida ao primeiro escalão a Marítimo e Académico de Viseu, que o precederam na classificação da II Liga, para uma sétima vez no primeiro escalão, 34 anos depois.
O emblema torriense foi despromovido nas últimas três vezes que esteve na divisão principal, em 1991/92, 1964/65 e 1958/59, esta última após três presenças seguidas.
José Fonte é o 12º campeão do Euro2016 a terminar a carreira
O defesa central José Fonte, tornou-se hoje, aos 42 anos, no 12.º jogador campeão europeu de futebol com Portugal em 2016 a terminar a carreira, sobrando ainda 11 no ativo, incluindo o avançado e capitão Cristiano Ronaldo.
Ao serviço do Casa Pia, Fonte decidiu ‘pendurar’ de vez as chuteiras e pôs fim a uma carreira de mais de duas décadas, que teve inicio nos escalões inferiores de Portugal e Inglaterra, chegando depois a titular na final do Euro2016, com passagem também pela Liga dos Campeões, ao serviço do Lille, clube em que conquistou o título francês.
O agora antigo central, que fez 50 jogos e marcou um golo pela seleção nacional, sucede a Rui Patrício no grupo dos reformados, depois do ex-guarda-redes ter oficialmente posto fim à sua carreira em dezembro do ano passado.
A última época (2024/25) foi mesmo, até agora, a que viu mais campeões europeus a abandonar os relvados, com Patrício a seguir o caminho de Adrien Silva, Nani e Vieirinha.
Adrien deu os seus últimos toques como profissional nos Emirados Árabes Unidos, ao serviço do Dubai United, enquanto Nani disse adeus no Estrela da Amadora e Vieirinha no PAOK Salónica, da Grécia.
Em 2023/24, depois de participar no Euro2024, na Alemanha, e de liderar a defesa do FC Porto, Pepe despediu-se do estatuto de futebolista profissional, já depois de Bruno Alves, Ricardo Quaresma e Eder, todos em 2021/22.
Alves ‘pendurou’ as botas no Apollon, da Grécia, Ricardo Quaresma fez a sua última trivela no Vitória de Guimarães e Eder, o marcador do golo mais importante da história da seleção nacional, disse adeus no Al Raed, da Arábia Saudita.
O primeiro a deixar os relvados foi Ricardo Carvalho, logo em 2017, na China, seguindo-se Eliseu, no Benfica, e o guarda-redes Eduardo, no ‘seu’ Sporting de Braga.
Entre os ‘sobreviventes’, Cristiano Ronaldo segue com 41 anos no Al Nassr, da Arábia Saudita, e João Moutinho, com 39, ainda manda no meio-campo do Sporting de Braga.
Aos 35 anos, o guarda-redes Anthony Lopes defende a baliza do Nantes, numa carreira toda vivida futebol francês, e, ambos com 34, Danilo Pereira está na Arábia Saudita e Cedric Soares está a viver a temporada no Brasil com o São Paulo.
William Carvalho, também com 34 anos, está sem clube, após uma experiência no México, seguido do médio João Mário, campeão pelo AEK Atenas aos 33 anos, a mesma idade de Rafa, que está de regresso ao Benfica.
André Gomes, com 32 anos, segue carreira nos Estados Unidos, no Columbus Crew, enquanto Raphaël Guerreiro, com a mesma idade, terminou contrato com o Bayern Munique, com Renato Sanches, ainda apenas com 28 e eleito melhor jogador jovem do Euro2016, a defender as cores do Panathinaikos, da Grécia, numa carreira marcada por lesões e problemas físicos.
Entre os resistentes nas convocatórias da seleção nacional, agora liderada por Roberto Martínez, Cristiano Ronaldo é o único que continua a ter lugar na Cidade de Futebol, mas não foi o único campeão europeu que chegou a merecer, em certa altura, a confiança do técnico espanhol.
Danilo participou no Euro2024, que Raphaël Guerreiro falhou por lesão, depois de ter feito a fase de qualificação. Depois da prova que decorreu na Alemanha, ambos desaparecerem das escolas de Martínez.
João Mário foi uma vez chamado pelo selecionador nacional, ainda no inicio de 2023, enquanto Rafa Silva resolveu colocar fim à sua carreira internacional ainda antes da chegada do técnico espanhol.
Com Agência Lusa.