“Coletes amarelos”/Portugal. Objetivo: bloquear acessos a Lisboa

Publié le 17 décembre 2018

“Coletes amarelos” querem bloquear acessos a Lisboa. Vários movimentos criados nas redes sociais estão a convocar protestos em todo o país para a próxima sexta feira. Há 25 ações marcadas de norte a sul do País. Camionistas participam na contestação que, entre outras coisas, pode bloquear os acessos à capital.

Alfa/Expresso. Por Rosa Pedroso Lima

Uma marcha lenta e buzinão na ponte 25 de Abril e no IC 19, que permite o acesso dos automóveis vindos da linha de Sintra para Lisboa. No Marquês de Pombal, nas portagens de Alverca da Autoestrada do Norte e nas da A8 que recolhe o trânsito da zona do Oeste que vem para a capital ou na entrada da Ponte Vasco da Gama no sentido Sul/Norte. A partir das sete da manhã da próxima sexta feira, todas estas vias de acesso a Lisboa vão ser alvo de ações do “Movimento Coletes Amarelos de Portugal”.

Ninguem sabe ao certo o impacto que estas ações de protesto podem vir a ter e, neste momento, o Ministério da Administração Interna não tem qualquer comentário a fazer. Já o porta-voz da PSP, admitiu que vai ser decretada prevenção para o dia 21 de Dezembro, uma vez que estão em causa “manifestações de grande dimensão em todo o país”. Neste quadro, “mandam as regras do bom senso ter pessoal operacional”, disse à Lusa o porta-voz da Direcção Nacional da PSP, intendente Alexandre Coimbra, adiantando que a preocupação neste momento se prende com a dimensão do evento e não com qualquer informação de possíveis confrontos.

O certo é que, através das redes sociais, as iniciativas multiplicam-se, ao mesmo ritmo das adesões aos grupos que tanto se podem chamar “Movimento dos Coletes Amarelos de Portugal” (Mcap), ou “Vamos parar Portugal”.

O Expresso entrou em contato via redes sociais com um dos elementos que diz pertencer ao Mcap. “Pretendemos que as reivindicações da população portuguesa sejam ouvidas”, resume como objetivo do protesto, admitindo que a organização é ainda muito incipiente e não tem qualquer porta-voz. Na próxima semana, admite ser divulgado um manifesto que servirá como uma espécie de “carta de apresentação”. O Movimento diz-se “totalmente apartidário e pacífico” e tenta interligar as ações propostas um pouco por todo o país por “organizações que são sempre células independentes”.

Camionistas na origem

O movimento tem várias faces e perfis no Facebook, mas tanto quanto é possível perceber terá começado em novembro através de um grupo de camionistas, que lançou a ideia de um protesto nacional nas redes sociais.

A ideia terá ganho força própria e, paralelamente ao Mcap, surgiu também o “Vamos parar Portugal”. Os dois movimentos começariam a ‘agir’ em conjunto nas redes sociais até que, na semana passada e depois de terem sido noticiadas as ligações do “Vamos Parar Portugal” a grupos da extrema direita, “cortaram relações”, diz a fonte contactada pelo Expresso.

Até ao momento, a agenda dos protestos começa às sete da manhã em vários pontos do país. Às 17 e 30 haverá uma concentração em frente do Palácio de Belém, naquele que parece ser o único protesto diante um orgão de soberania.

A lista inclui os seguintes pontos de protesto:

Porto: às 7 horas, na VCI, saída para as Antas

às 19 horas, na avenida dos Aliados

Braga: às 9 horas na rua Andrade Corvo

Vila Real: às 7 horas, no túnel do Marão

Coimbra: às 7 horas na Rotunda da Casa do Sal

Faro: às 7 horas na Rotunda Forum Algarve

Aveiro: às 7 e 45 horas no Pingo Doce Aveiro Hipermercado

Ovar: entre as 7 horas e as 15 horas, sem local marcado

Vila Nova de Famalicão: entre as 7 horas e as 23 e 59, sem local marcado

Beja: frente à camara municipal, sem hora marcada

Viseu: às 7 horas, no Rossio e no Reigoso

às 8 horas frente à Câmara Municipal

Leiria: às 7 horas junto ao estádio Dr Magalhães Pessoa

Santarém: às 7 horas na Rotunda do E. Leclerc

Guarda: às 7 horas na Rotunda do G


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