Covid-19/Portugal. O “milagre português”. Marcelo agradece a emigrantes terem adiado férias da Páscoa

Publié le 16 avril 2020

O caso português “não é milagre, é fruto de muito esforço” e de os políticos terem ouvido especialistas, mostrado unidade e travado “o combate das suas vidas”, disse esta noite o Presidente da República portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, numa comunicação ao país.

O estado de emergência foi prolongado e vai continuar em vigor em Portugal até 2 de maio.

Nos “esforços”,  Marcelo inclui o primeiro-ministro e o presidente da Assembleia da República, mas também todos os partidos, o Parlamento, bem como os parceiros económicos e sociais. No primeiro momento “não se opuseram” às medidas e “isso ficará para a História”.

Logo a abrir a sua comunicação ao país, nesta quinta-feira, 16, à noite, o PR agradeceu aos portugueses do estrangeiro por terem adiado as férias da Páscoa em Portugal. “Eles responderam” (positivamente), disse o Presidente.

“Não queremos morrer na praia”

Marcelo Rebelo de Sousa invocou o que alguns comentadores no estrangeiro descrevem como o “milagre português” dizendo que tudo dependerá agora do que se conseguir “alcançar” até ao fim de abril e do bom senso com que se vai gerir uma “reabertura sedutora mas complexa” da economia e da atividade comercial.

O PR acrescentou que, para entrar em maio entre “dever e esperança”, é preciso primeiro consolidar os objetivos e “preparar cuidadosamente uma saída da crise que gere confiança”.

“Confiança é a palavra chave”, sublinhou.

É preciso “resistir” e não “perder maio”. “Como diz o povo, nós não queremos morrer na praia”, afirmou o chefe de Estado português.

“Desejo, todos desejamos, que seja a última declaração do estado de emergência”, afirmou o presidente da República.

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