Covid-19: Ronaldo respeitou “todas as condições de segurança” – Governo

Publié le 12 mars 2020

O futebolista Cristiano Ronaldo respeitou “todas as condições de segurança” quando se deslocou ao Hospital Central do Funchal para visitar a sua mãe, garantiram hoje as autoridades regionais, numa altura em que o atleta permanece na Madeira.

“Não posso falar sobre esse assunto por uma questão de salvaguarda dos dados, mas quero dizer que a situação foi devidamente analisada e está, neste momento, garantida que não há qualquer possibilidade de infeção”, disse o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.

O governante falava em conferência de imprensa, no Funchal, onde apresentou um conjunto de “medidas adicionais” de contenção da pandemia de Covid-19 na região, nomeadamente a suspensão de todas as autorizações para atracagem de navios de cruzeiro e iates nos portos e marinas do arquipélago e a medição da temperatura dos passageiros nos aeroportos.

“Tanto o atleta como a sua família estão assintomáticos”, indicou, por outro lado, o secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, vincando que a visita de Cristiano Ronaldo à mãe, hospitalizada vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), foi devidamente “controlada” pelo serviço regional de saúde e pelo próprio atleta, que se encontra na ilha desde 09 de março.

A Juventus, clube no qual alinha o português Cristiano Ronaldo, natural da Madeira, anunciou na quarta-feira o resultado positivo de Rugani, que se tornou no primeiro futebolista da ‘Serie A’ infetado com o Covid-19.

O clube ativou todos os procedimentos de isolamento estabelecidos por lei e fez saber que Cristiano Ronaldo “não treinou e permanece na Madeira a aguardar desenvolvimentos relativos à atual situação de emergência de saúde”.

Na Região Autónoma da Madeira, não há registo de qualquer caso de infeção por Covid-19, mas o secretário da Saúde indicou que há “quase uma centena de pessoas” que estão a ser acompanhadas de acordo com as regras previstas.

A pandemia de Covid-19 foi detetada em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.500 mortos em todo o mundo.

O número de infetados ultrapassou as 124 mil pessoas, com casos registados em 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

 

Alfa/Lusa.

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