Dia internacional da Fotografia, algumas das fotos mais famosas

Aquelas imagens que congelam um momento… mas que, algumas vezes, acabam por contar uma história muito maior do que mil palavras.

A primeira fotografia demorou… horas a ser tirada!
A primeira fotografia permanente conhecida foi feita por Nicéphore Niépce, em França, por volta de 1827. A exposição demorou várias horas.
Imagine pedir a alguém: “Fica quietinho para a fotografia!”… e a pessoa ter de ficar parada durante uma manhã inteira!

A fotografia mais famosa de Einstein… não era para ser famosa!
A fotografia de Albert Einstein a mostrar a língua foi tirada em 1951, no seu 72.º aniversário. Einstein estava cansado dos fotógrafos e decidiu fazer uma careta. O fotógrafo Arthur Sasse carregou no botão no momento certo. Resultado: uma das fotografias mais famosas do século XX!

Migrant Mother”, uma fotografia que marcou a história
A fotografia de Dorothea Lange, conhecida como Migrant Mother, mostra uma mãe durante a Grande Depressão nos Estados Unidos. A imagem tornou-se um símbolo da pobreza e das dificuldades vividas por milhões de pessoas. Curiosamente, a mulher fotografada, Florence Owens Thompson, só muitos anos mais tarde recebeu verdadeiro reconhecimento pela fotografia.

O beijo em Paris… foi encenado! 
A famosa fotografia Le Baiser de l’Hôtel de Ville, de Robert Doisneau, mostra um casal a beijar-se numa rua de Paris. Durante muito tempo, pensou-se que era um momento espontâneo. Mas não era: o casal era constituído por atores contratados pelo fotógrafo. Ainda assim, a fotografia tornou-se uma das imagens mais românticas de Paris.

A fotografia mais cara do mundo?
Algumas fotografias atingiram valores de milhões de euros em leilões. Uma das mais famosas é Phantom, de Peter Lik,

Em dezembro de 2014, o fotógrafo australiano Peter Lik afirmou ter vendido a fotografia «Phantom» por 6,5 milhões de dólares a um comprador anónimo.
Se a venda fosse verdadeira, a fotografia estaria entre as mais caras de sempre alguma vez vendidas. No entanto, a afirmação de Lik gerou bastante polémica e ceticismo no mundo da fotografia.
O principal problema? Nunca foram apresentados documentos ou provas independentes que confirmassem a transação. Os detalhes da suposta venda também nunca foram divulgados. Um advogado chegou, contudo, a confirmar que o misterioso comprador existia.
Ou seja: 6,5 milhões de dólares por uma fotografia… mas sem ninguém conseguir provar que os 6,5 milhões foram realmente pagos. Uma fotografia cara, mas com uma história ainda mais misteriosa.
Entretanto pode consultar aqui a lista completa das fotos mais caras do mundo
Ou seja: há fotografias que custam mais do que uma casa… e nem sequer têm moldura dourada! 😄

A fotografia de Marilyn Monroe que ficou para a história
A imagem de Marilyn Monroe com o vestido branco levantado pelo vento, no filme The Seven Year Itch, tornou-se um dos grandes ícones da cultura popular. Foram necessárias várias tentativas para conseguir a fotografia e a cena acabou por provocar uma enorme atenção mediática.

“Lunch atop a Skyscraper” — homens a almoçar nas alturas! 🏙️
A famosa fotografia de 1932 mostra 11 trabalhadores sentados numa viga, a centenas de metros do chão, em Nova Iorque, aparentemente a almoçar tranquilamente. Durante décadas houve dúvidas sobre se era uma fotografia real ou encenada. Hoje sabe-se que fazia parte de uma campanha publicitária para promover o Rockefeller Center, embora os trabalhadores fossem reais.

Uma fotografia pode mudar uma guerra
A fotografia de Nick Ut, de 1972, que mostra a menina vietnamita Phan Thi Kim Phuc a fugir de um ataque com napalm, tornou-se um dos símbolos mais poderosos da Guerra do Vietname. A imagem deu a volta ao mundo e ajudou a mostrar ao público o lado brutal do conflito.

E os primeiros selfies?
Muito antes dos telemóveis, já havia quem gostasse de fotografar a própria cara. Um dos primeiros autorretratos fotográficos conhecidos foi feito pelo americano Robert Cornelius, por volta de 1839. Montou a máquina, correu para se colocar em frente à objectiva e ficou parado durante vários minutos. Foi, provavelmente, um dos primeiros “selfies” da história… sem filtro, sem Instagram e, sobretudo, sem poder repetir 47 vezes!

Hoje carregamos uma máquina fotográfica no bolso.
Mas talvez o mais curioso seja isto: temos mais fotografias do que nunca… e, mesmo assim, algumas imagens continuam a valer mais do que milhares de fotografias tiradas à pressa.

Porque uma boa fotografia não serve apenas para mostrar aquilo que aconteceu. Às vezes, consegue fazer-nos sentir aquilo que aconteceu.

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