Emigrantes dinamizam fortemente comércio português em agosto

Publié le 31 août 2018

Compras de emigrantes fazem de agosto melhor do que “tempo de Natal”

Alfa – com sapo e JN

O regresso dos emigrantes para férias no nosso país faz com que o comércio reflita essa afluência. Os dados são da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal.

Há comerciantes que comparam agosto à época de Natal, garante a Confederação de Comércio e Serviços de Portugal. “De acordo com a entidade, no segmento alimentar, por exemplo, há lojas com vendas em agosto superiores às do Natal”, ecreve esta sexta-feira o Jornal de Notícias (exclusivo edição impressa).
Agosto é, por norma, um mês de eleição para os emigrantes portugueses voltarem ao país e visitarem a família e esse movimento de regresso está a refletir-se nas compras, apesar da diminuição recente do número de emigrantes. Neste momento, há mais de dois milhões de portugueses a viverem fora de Portugal.

A notícia surge poucos dias de pois de António Costa ter anunciado que pretende diminuir a carga fiscal para emigrantes que decidam voltar ao país, uma proposta para atrair o talento português que tem deixado o país desde o início da crise. A medida estará inscrita no Orçamento do Estado para 2019, a ser apresentado até 15 de outubro, e prevê um desconto de 50% no IRS, assim como dedução dos custos de instalação, da viagem de regresso e das despesas com habitação.

Em 2016, a Comissão Europeia referia no seu relatório Monitor da Educação e Formação que, entre 2001 e 2011 a proporção de portugueses com pelo menos o Ensino Superior a sair do país aumentou 87,5%, e mais 40 mil saíram do país entre 2012 e 2014. “As principais razões para emigrar são a baixa taxa de emprego em Portugal durante a crise económica, os baixos salários no país, poucas oportunidades para usar as suas capacidades no mercado de trabalho nacional e poucas perspetivas de avanço na carreira”, lê-se nesse relatório, que refere ainda: “Quase 20% dos emigrantes altamente qualificados portugueses estimam que o seu tempo no estrangeiro vai durar entre seis e dez anos, e 43% assumem que durará mais de dez anos”.


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