
A participação dos portugueses residentes no estrangeiro tem sido elevada nas duas voltas das eleições presidenciais, apesar das dificuldades associadas ao voto exclusivamente presencial.
Em Paris, muitos emigrantes deslocaram-se às urnas, demonstrando um forte sentido cívico.
Ainda que a abstenção seja muito elevada, a mobilização foi significativa, tendo em conta os actos eleitorais anteriores, numa eleição disputada entre António José Seguro e André Ventura.
A nível Nacional, a afluência supera 1ª volta com 22,35% dos eleitores a votar até às 12:00 (13h em Paris).
A afluência às urnas na segunda volta das eleições presidenciais situava-se, até às 12:00 de hoje, nos 22,35%, segundo dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, acima do que se registou na primeira volta.
Na primeira volta, em 18 de janeiro, à mesma hora, a afluência foi de 21,18%, o que se traduz numa subida de 1,17 pontos percentuais. A taxa de abstenção atingiu os 47,6%.
Nas eleições presidenciais de 2021, em ano de pandemia, a afluência às urnas às 12:00 situou-se nos 17,07% e em 2016 era de 15,82%.
As urnas para as eleições presidenciais abriram hoje às 08:00 em Portugal Continental e na Madeira e uma hora depois nos Açores devido à diferença horária, encerrando às 19:00.
Há, no entanto, municípios onde o ato eleitoral foi adiado devido à devastação provocada pelo mau tempo das últimas semanas, que provocou 14 mortos, centenas de feridos e desalojados, e deixou um rastro de destruição.
Mais de 11 milhões de eleitores são chamados a escolher o novo Presidente da República, num sufrágio que opõe António José Seguro a André Ventura, os dois mais votados em 18 de janeiro.
No primeiro sufrágio, Seguro obteve 31,1% dos votos e Ventura 23,52%, segundo o edital do apuramento geral dos resultados.
Com Agência Lusa.


