Eva Kaili « não sabia da existência do dinheiro » encontrado em sua casa

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Eurodeputada Eva Kaili « não sabia da existência do dinheiro » encontrado em sua casa

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linkedin sharing buttonAlfa/ com Lusa
whatsapp sharing buttonA eurodeputada grega Eva Kaili, implicada num escândalo de corrupção, por alegado favorecimento ao Qatar, « não sabia da existência do dinheiro » encontrado na sua casa em Bruxelas, disse à agência AFP o advogado, Michalis Dimitrakopoulos.

A eurodeputada, destituída do cargo de vice-presidente do Parlamento Europeu, não tinha « qualquer ligação com o dinheiro encontrado na sua casa (…) ela não sabia da existência desse dinheiro », frisou Michalis Dimitrakopoulos.

O advogado garantiu que a sua cliente é « inocente », apesar de terem sido encontrados sacos cheios de dinheiro no seu apartamento em Bruxelas no valor global de 150 mil euros, segundo uma fonte judicial belga.

A polícia encontrou mais de 1,5 milhões de euros em dinheiro nas casas da ex-vice-presidente do Parlamento Europeu (PE) Eva Kaili e do antigo deputado italiano Pier Antonio Panzeri, disseram hoje fontes do Ministério Público Federal belga.

Os investigadores encontraram cerca de 600 mil euros na casa de Panzeri, enquanto o resto do dinheiro foi encontrado na casa de Eva Kaili e do seu marido, Francesco Giorgi, bem como nas mãos do pai da ex-vice-presidente do PE, confirmaram fontes judiciais à agência espanhola EFE.

Panzeri, Kaili e Giorgi, contra os quais foi emitido um mandado de detenção pelo juiz de instrução Michel Claise, bem como a quarta pessoa detida no mesmo caso, deverão comparecer perante o tribunal de Bruxelas na quarta-feira, que decidirá se devem continuar sob custódia, informou o diário Le Soir.

O chamado caso “Qatargate”, por envolver alegadamente favores ao país organizador do campeonato mundial de futebol, resultou até agora na acusação de Kaili de participação numa organização criminosa, branqueamento de capitais e corrupção.

A socialista Eva Kaili, 44 anos, foi afastada do cargo de vice-presidente do PE pelo plenário, depois de ter sido conhecida a sua detenção no fim de semana.

A decisão foi aprovada por 625 votos a favor, um contra e duas abstenções, representando uma dupla maioria de dois terços dos votos expressos e uma maioria dos deputados que compõem o hemiciclo.

Kaili manterá, por enquanto, o estatuto de deputada ao PE, uma vez que o mandato só pode ser retirado pela Grécia.

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