
Entre 161.500 e 480.000 pessoas participaram hoje em manifestações em França, no âmbito da quinta jornada de mobilização dos estudantes do ensino secundário, segundo números do Ministério do Interior e das organizações sindicais, respetivamente.
Os manifestantes exigem mais meios para os estabelecimentos de ensino e para o sistema educativo, numa contestação que começou em meados de setembro.
O ministro da Educação Nacional, Édouard Geffray, estimou em cerca de 200 o número de estabelecimentos de ensino encerrados ou bloqueados esta terça-feira, enquanto a União Sindical anunciou que 90% das faculdades estavam bloqueadas ou encerradas.
A mobilização ficou também marcada por denúncias de violência e de atos de vandalismo. Louise Montangon, responsável da organização estudantil Uni em Bordéus, criticou os atos de violência e as degradações registadas durante os protestos, considerando que estas ações prejudicam os estudantes que pretendem manifestar-se pacificamente.
A dirigente apontou ainda para os alunos das zonas rurais, que considera terem sido esquecidos no movimento de contestação.
Por seu lado, Manès Nadel, antigo presidente da União Sindical dos Estudantes do Ensino Secundário, acusou Montangon de contribuir para a divisão do movimento, defendendo que a mobilização assenta na solidariedade entre estudantes de diferentes territórios e origens.
Segundo Nadel, os estudantes das zonas rurais também participam nos protestos, unidos pela mesma reivindicação de solidariedade.
Desde o início da mobilização, a Inspeção-Geral da Polícia Nacional (IGPN) abriu 36 investigações, de acordo com os dados divulgados.
Entretanto, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) apelou à realização de uma grande jornada de greve em 5 de novembro, com o objetivo de fazer convergir as várias reivindicações sociais.
Com Agências e BFMTV.