
O secretário de Estado da Economia equacionou hoje a possibilidade de ser criado um fundo específico que facilite o investimento em Portugal por portugueses que vivem no estrangeiro e que assim contribuam para o crescimento económico do país.
“Será que faz falta um fundo específico para que a nossa diáspora possa investir e contribuir para o crescimento económico do país?”, questionou João Rui Ferreira, durante um debate sobre “comunidades, economia e territórios” que decorreu durante o fórum Portugal Nação Global (PNG), que decorre em Lisboa.
Para o governante, o melhor contributo que este evento poderá proporcionar é “dar uma ideia muito clara e que instrumentos são necessários” para potenciar o investimento da diáspora em Portugal.
Além da hipótese da criação de um fundo específico para o investimento da diáspora no território português, o secretário de Estado da Economia identificou a necessidade de um canal de diálogo, para que os potenciais investidores tenham quem os ouçam.
Esse canal tem de funcionar “com respeito, com cadência, medição de impacto, responsabilidade e seguimento do que é feito”, prosseguiu.
“Quem tem capital, se vir uma boa oportunidade investe. Agora, se vir que do lado de lá só encontra barreiras e não soluções…”, disse.
João Rui Ferreira garantiu que não será por falta de condições que não haverá investimento e referiu que “é diferente atrair um investidor estrangeiro e atrair um investidor da diáspora”.
O secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, levou ao debate o papel da autarquia como primeiro contacto do emigrante português que procura investir em Portugal e defendeu que os municípios disponham dos recursos financeiros adequados para fazer face aos investimentos que são necessários.
“Não vale a pensa que um empresário da diáspora queira investir no seu concelho, porque quer fazer crescer o seu território e depois não tenha uma área industrial que o possa acolher”, disse.
E defendeu: “Temos de dotar os municípios de ferramentas financeiras e por isso já começámos a rever a Lei das Finanças Locais”.
Sobre este tema, o primeiro-ministro português disse na quarta-feira, no Parlamento, que a Lei das Finanças Regionais dificilmente será incluída no próximo Orçamento de Estado.
O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, responsável pela criação do Portugal Nação Global (PNG), disse que este não se encerra nos dois dias de fórum que hoje termina, mas que será “permanente” e envolverá outras áreas, como a cultura ou o desporto.
A primeira edição do fórum Portugal Nação Global reuniu no Centro Cultural de Belém 634 participantes de 43 países dos cinco continentes.
Participaram instituições públicas e associativas (266), empresas nacionais (254) e empresas da diáspora (189).
Com Agência Lusa.