“Houve, proporcionalmente, mais portugueses a resistir aos nazis em França do que franceses”

Publié le 26 mai 2019

“Houve, proporcionalmente, mais portugueses a resistir aos nazis em França do que franceses” – Título do jornal Público, que acrescenta: “Investigação de José Manuel Barata-Feyo levanta o véu sobre a participação dos portugueses na Resistência francesa à ocupação nazi. Em A Sombra dos Heróis há pedreiros que chegaram a capitães, agentes secretos e façanhas capazes de inspirar muitos filmes”.

“Arriscaram a vida, muitas vezes sozinhos, outras vezes em pequenos grupos. Participaram em grandes batalhas, em episódios esquecidos da II Guerra Mundial, em pequenos ataques de sabotagem, em combates contra o exército alemão ou as forças do Governo colaboracionista de Vichy. Uns morreram antes mesmo de desenvolverem a sua actividade de resistência ou quando ainda davam os primeiros passos nela. Outros serviram de espiões, angariaram informação importante para o esforço de guerra, ajudaram prisioneiros a escapar, abrigaram, alimentaram, transportaram homens que teriam morrido às mãos do inimigo, combateram o exército alemão na Legião Estrangeira numa das mais famosas batalhas do Norte de África: Bir Hakeim”, escreve o jornal.

A história dos portugueses que lutaram para libertar a França do domínio nazi pode ser lida neste livro:

 

 

O jornalista português José Manuel Barata-Feyo investigou a participação de portugueses na Resistência Francesa e identificou 360 pessoas. Mas o número de resistentes pode passar de 500.

“Na altura, havia em França entre vinte e cinco e trinta mil portugueses. Cerca de 1,5% resistiu, ou seja, sensivelmente o dobro da percentagem de franceses. (…) Proporcionalmente, houve mais portugueses que franceses a combater os nazis.”

Na promoção do  livro “A Sombra dos Heróis — A História Desconhecida dos Resistentes Portugueses Que Lutaram Contra o Nazismo” (Clube do Autor, 320 páginas), lê-se o seguinte:

“Em Portugal, até hoje, pouco se sabe sobre os portugueses vítimas dos nazis em França. Mas se assim é em relação às vítimas, a ignorância é absoluta no que respeita às centenas de homens e mulheres que combateram os nazis durante a ocupação do país. Proporcionalmente, houve mais portugueses que franceses a combater os nazis. Cidadãos de um país neutro, centenas de portugueses podiam ter-se adaptado às circunstâncias e ao diktat do invasor alemão. Em vez disso, deixaram o conforto relativo das suas famílias, das suas casas e dos seus empregos, esqueceram o interesse próprio e lançaram-se num combate desigual pela liberdade”.

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