Jorge Jesus leva Al Nassr, de Cristiano Ronaldo e João Félix, ao título saudita

Cristiano Ronaldo volta a festejar um campeonato seis anos depois.

O Al Nassr, treinado por Jorge Jesus, sagrou-se hoje campeão de futebol da Arábia Saudita, ao vencer o Damac, por 4-1, na última jornada, com um ‘bis’ de Cristiano Ronaldo e uma assitência de João Félix.

Em Riade, o senegalês Sadio Mane, após assistência de João Félix, colocou o Al Nassr em vantagem, aos 34 minutos, ampliada aos 52 por Kingsley Coman, numa partida em que Morlaye Sylla reduziu para os visitantes, aos 58, de grande penalidade, pouco antes de Cristiano Ronaldo ‘bisar’ para fechar a contagem, com tentos aos 63 e 81.

A formação orientada por Jorge Jesus fechou o campeonato com 86 pontos, mais dois do que o Al Hilal, de Rúben Neves, segundo, que hoje se impôs, por 1-0, ao Al Fayha, num jogo em que o médio português foi titular.

O Al Nassr, que conta com Cristiano Ronaldo desde 2023, conquistou o título de campeão da Arábia Saudita pela nona vez, seis anos depois da última vitória, em 2018/19, então sob o comando de Rui Vitória, que, nessa mesma época sucedeu a Hélder Cristóvão.

Jorge Jesus volta a vencer o cetro saudita, que tinha arrebatado em 2023/24, então no comando técnico do Al Hilal, reeditando os feitos de Nuno Espírito Santo, pelo Al Ittihad, em 2022/23, Leonardo Jardim e José Morais, ambos no Al Hilal, em 2020/21, tal como o falecido Artur Jorge, em 2001/02.

 

Cristiano Ronaldo volta a festejar um campeonato seis anos depois:

Cristiano Ronaldo voltou a festejar, depois de seis anos de ‘seca’, a conquista de um campeonato.

Cristiano Ronaldo voltou hoje a festejar, depois de seis anos de ‘seca’, a conquista de um campeonato, desta vez a Liga saudita de futebol, ao serviço do Al Nassr, no que deverá ser um dos últimos títulos da carreira.

Aos 41 anos e a viver a quarta época na formação de Riade, Ronaldo finalmente conquistou a Liga saudita, depois de ‘bisar’ na vitória por 4-1 do Al Nassr sobre o Damac, na 34.ª e última jornada da prova, numa partida em que festejou com os compatriotas Jorge Jesus, treinador, e João Félix, habitual colega no ataque esta temporada.

Depois de Inglaterra, Espanha e Itália, a Arábia Saudita passa a ser o quarto país no currículo de campeonatos do já lendário avançado, numa altura em que o final da carreira parece cada vez mais próximo, podendo acontecer já em julho deste ano, após a participação de Portugal no Mundial2026.

Depois dos festejos de hoje na capital saudita, os objetivos de Ronaldo passam mesmo por levar a seleção lusa à conquista de um inédito Campeonato do Mundo e atingir a meta dos 1.000 golos em jogos oficiais, levando apontados 979, contando com os tentos ainda jovem marcados entre seleção de sub-21, sub-20 e olímpica.

Após sair do Sporting, no qual se formou e festejou a Supertaça de 2002, no banco de suplentes, o madeirense alimentou todo o seu percurso por títulos e recordes, com passagens pelos colossos europeus Manchester United, duas vezes, Real Madrid e Juventus, tornando-se no mais mediático entre todos os da sua profissão.

Durante mais de uma década, na qual conquistou mais de 30 troféus e estabeleceu uma série de recordes, protagonizou com Lionel Messi a luta pela honra de ser o melhor do mundo, tendo ganho o galardão em cinco ocasiões, contra oito do argentino.

“Eu não persigo os recordes, estes é que me perseguem”, disse, já por mais do que uma vez.

Depois de ter ficado em ‘branco’ no Europeu de 2024, a sua sexta presença no maior evento continental, um recorde, tal como o acumulado de 14 golos nas cinco edições anteriores, o avançado garantiu que nunca lhe “passou pela cabeça” deixar a seleção.

Cristiano Ronaldo é mesmo o melhor marcador da história de uma seleção masculina, com 143 golos em 226 jogos, contribuindo decisivamente para a conquista do Euro2016, em França, e das duas Ligas das Nações, em 2019, no Estádio do Dragão, no Porto, e em 2025, em Munique, na Alemanha.

O madeirense chegou muito jovem ao Sporting, no qual despontou e captou a atenção do mítico treinador Alex Ferguson, que o levou para o Manchester United, destacando-se nos ‘red devils’ até se mudar para o Real Madrid, clube no qual viveu os seus maiores êxitos.

Passou, posteriormente, pela Juventus, regressou ao Manchester United, sem o mesmo sucesso da primeira passagem, ao ponto de se sentir “traído”, motivo pelo qual rescindiu e, em 30 de dezembro de 2022, surpreendeu o mundo ao mudar-se para o futebol saudita, para o Al Nassr, a troco de um contrato de 500 milhões de euros, por duas épocas e meia.

Ainda com 17 anos, em 14 de agosto de 2002, o romeno László Bölöni lançou um então franzino Ronaldo num encontro da Liga dos Campeões frente ao Inter Milão, com o primeiro golo (e logo dois) a surgir ao sexto jogo, o terceiro a titular, frente ao Moreirense, no antigo Estádio José Alvalade.

A primeira boa época e um particular no arranque da temporada 2003/04 frente ao Manchester United despertaram o interesse de Ferguson, que não hesitou em levá-lo para Inglaterra por uns ‘míseros’ 15 milhões de euros (ME).

Nos ‘red devils’ ganhou a sua primeira Liga dos Campeões, em 2007/08, frente ao Chelsea, num encontro em que marcou um golo, mas falhou uma das grandes penalidades no desempate.

Após seis temporadas no Manchester United, o Real Madrid decidiu bater o que era na altura o recorde de transferências, ao pagar 94 ME – a mudança para a Juventus seria mais cara em 2018 -, investimento que foi pago em campo pelo português, que se tornou no melhor marcador da história dos ‘merengues’, com 450 golos em 438 jogos.

A vitória na Liga dos Campeões em 2017/18, a quarta pelo Real Madrid e a terceira consecutiva, marcou a despedida dos ‘blancos’, com ‘CR7’ a mudar-se para a Juventus, a troco de mais de 100 milhões de euros, amealhando em Turim duas Ligas, uma Taça e duas Supertaças, com um total de 101 golos em 134 jogos.

O aguardado regresso a Manchester foi amargo para Cristiano Ronaldo, que, mesmo com 27 golos em 54 encontros, divididos por uma época e meia, não voltou a ser feliz e acabou por sair em claro choque com o treinador neerlandês Erik ten Hag.

Os ‘red devils’ marcaram a despedida de Ronaldo da Europa, que deixou como melhor marcador (140 golos) e jogador com mais jogos (183) da história da Liga dos Campeões, prova que se tornou o primeiro a vencer por cinco vezes.

Cristiano Ronaldo emergiu como a imagem e o impulsionador da milionária aposta da Arábia Saudita no futebol, também como forma de melhorar a imagem do país no exterior e ajudando-o a garantir a organização do Campeonato do Mundo de 2034 – além de abrir as portas a outros jogadores para uma liga que ganhou mediatismo internacional.

 

Com Agência Lusa.

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