Mais de metade dos franceses é contra uma intervenção militar da França no atual conflito no Médio Oriente.

Entretanto, a decisão de destacar o porta-aviões Charles de Gaulle para o Mediterrâneo oriental está a dividir a opinião pública.

Segundo uma sondagem realizada pela Elabe para a BFMTV, publicada esta quarta-feira, 4 de março, 56% dos inquiridos rejeitam qualquer envolvimento direto de Paris na guerra.

 

Apenas 5% defendem uma intervenção militar direta. Ainda assim, 38% mostram-se favoráveis a ações defensivas pontuais, nomeadamente ataques direcionados a instalações iranianas que representem uma ameaça às bases militares francesas e europeias no Médio Oriente.

O conflito intensificou-se após a ofensiva américo-israelita lançada contra o Irão no passado dia 28 de fevereiro, aumentando a tensão em toda a região.

Numa alocução solene ao país, o Presidente francês, Emmanuel Macron, revelou que as forças armadas francesas abateram drones “em legítima defesa” nas primeiras horas do conflito, com o objetivo de proteger o espaço aéreo dos aliados.

Também o ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, afirmou na BFMTV-RMC que a França está preparada para defender os seus parceiros, a seu pedido, de forma proporcional e no quadro da legítima defesa.

Entretanto, a decisão de destacar o porta-aviões Charles de Gaulle para o Mediterrâneo oriental está a dividir a opinião pública.

Para 51% dos franceses, trata-se de uma “má decisão”, que poderá expor desnecessariamente as forças armadas. Já 48% consideram que é uma “boa decisão”, defendendo que permitirá salvaguardar os interesses franceses na região durante o período de conflito.

Com BFMTV.

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