Marcelo, em Angola, elogia Costa. “Ti Célito” cativou angolanos

Publié le 9 mars 2019

Marcelo em Angola elogia Costa: “Seguro de vida do Governo foi o que fez ao serviço do país”. No balanço de três anos de mandato – feito a partir de Luanda – o Presidente elogia o Governo. E diz que no caso de não se recandidatar não sairá em festa. Se quiser ficar em Belém, será discreto a partir do dia do anúncio para não prejudicar concorrentes. Quanto a Angola, voltará em breve. Só não quis dizer quando.

Alfa/Resumo de um trabalho de Vítor Matos no Expresso online

Nas diversas reportagens publicadas sobre a visita de Estado do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa a Angola, o Expresso considera que a visita do PR foi um sucesso.

Foi uma onda de afetos e de banhos de multidão nunca vistos naquele país africano. Uma das reportagens do Expresso dava conta da forma como Marcelo foi recebido pela população angolana com este título: O “querido Ti Célito”, camarada Presidente de “Portangola”.

No mais recente trabalho, Vítor Matos escreve:

Ao fim de três anos em Belém – que Marcelo comemora hoje -, este estilo passou a ser a marca da Presidência. Sem querer dizer qual o principal desafio até ao final do mandato, na conferência de imprensa de balanço da viagem a Angola, Marcelo não admitiu ter sido o seguro de vida do Governo socialista, e acabou a fazer um elogio a António Costa e à ‘geringonça’ no dia em que o Público escreve que pondera vir a apoiá-lo: “O seguro de vida do Governo foi a sua base de apoio parlamentar e aquilo que fez ao serviço do país, isso é que foi o seu seguro de vida”. Depois justificou que jamais pensou “questionar a estabilidade da legislatura através de crises políticas ou incidentes de percurso” e realçou que o facto de ter uma relação antiga com Costa ajudou: “Podemos sempre dizer que o facto de conhecermos os protagonistas políticos facilita a cooperação. Não se trata de descobrir as pessoas quando se conhece as pessoas à décadas”, afirmou aos jornalistas.”

(…)

“Depois de ter dito ao Expresso este sábado que a criação de um clima de “otimismo” tinha sido o seu legado até agora na Presidência, reafirmou que os piores momentos que viveu em Belém foram os fogos: “As tragédias do verão e do começo do outono de 2017” (que o levou a forçar a saída da ministra da Administração Interna). Depois, desfiou um rol de aspetos positivos: “A saída do processo do défice excessivo, a saída da crise, a afirmação de Portugal nas instituições europeias, nos mercados internacionais, a presidência do Eurogrupo, o momento único da eleição do secretário-geral das Nações Unidas ou da Organização para as Migrações”. E ainda a vitória no euro ou na Eurovisão. Mais o “muito positivo”: “A noção de que os portugueses olham para o futuro com confiança – apesar das tensões e dos problemas e preocupações com o que se pode passar na Europa ou no mundo. Apaziguamento e estabilização é positivo”.”

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