Mau tempo: Estado não é perfeito mas “nunca respondeu com esta rapidez e eficácia” – Montenegro

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, intervém na sessão plenária na Assembleia da República, em Lisboa, 19 de fevereiro de 2026. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

O primeiro-ministro defendeu hoje a atuação do Governo na resposta às consequências do mau tempo, dizendo que nunca o Estado “respondeu com esta rapidez e eficácia” em situações nacionais e internacionais semelhantes.

Luís Montenegro falava no debate quinzenal no parlamento, o primeiro desde as depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram 18 mortes em Portugal e provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

“Em suma, o Estado nunca faz tudo de forma perfeita, mas a verdade é que nunca respondeu com esta rapidez e eficácia perante uma catástrofe. A comparação com situações semelhantes quer em Portugal, quer no estrangeiro, é capaz de o evidenciar”, afirmou.

“Desde a primeira hora coordenámos, comunicámos, decidimos e estivemos no terreno. Mobilizámos todos os recursos para responder às muitas e urgentes necessidades dos portugueses”, defendeu.

Na sua intervenção inicial, o primeiro-ministro explicou que a resposta do Estado “mobiliza diariamente mais de 40 mil operacionais” da proteção civil, bombeiros, autarquias, forças de segurança, Forças Armadas, serviços de saúde, florestais, ambientais, da educação, da segurança social, entre muitas outras áreas.

“Quero aqui, de forma muito clara e enfática mesmo, fazer um reconhecimento público e a gratidão a todos estes portugueses que estão a ajudar aqueles que estão a passar por maiores dificuldades”, afirmou.

Montenegro deixou ainda uma palavra para os que continuam sem acesso aos serviços básicos mais de três semanas depois da primeira tempestade.

“Não descansaremos enquanto compatriotas nossos estiverem sem telhado, sem acesso à eletricidade, água ou comunicações”, assegurou.

 

Com Agência Lusa.

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