Mau tempo: Proteção Civil alerta para acidentes a reparar telhados e pede prevenção

A subida do nível das águas do rio Douro no Cais da Régua, no Peso da Régua, cidade do distrito de Vila Real que está em alerta para cheias devido à subida do caudal do rio Douro, 7 de fevereiro de 2026. PEDRO SARMENTO COSTA/LUSA

O comandante nacional da Proteção Civil alertou hoje para o elevado número de hospitalizações e ferimentos em trabalhos de reparação de telhados e recomendou medidas de proteção como o uso de uma corda para evitar quedas em altura.

No ‘briefing’ para um ponto de situação dos trabalhos de prevenção, monitorização e ajuda às populações afetadas pelo mau tempo, o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) pediu “o máximo cuidado nos trabalhos que são efetuados nos telhados das casas”.

“Há muitas pessoas a recuperar telhados de casas e isso tem causado um conjunto de acidentes bastante graves. O hospital de Leiria tem várias centenas de acidentes relacionados com este tipo de trabalhos. Portanto, muito cuidado neste tipo de trabalhos, adotem todas as medidas preventivas. Mais que não seja uma corda amarrada à chaminé e amarrada à própria cintura evitará uma queda em altura que poderá ter danos significativos”, disse Mário Silvestre.

O comandante nacional deixou ainda alertas e recomendações para a circulação rodoviária, apelando a que não se atravessem zonas inundadas, lençóis de água ou túneis.

Apelou ainda a que, em caso de necessidade de deixar a habitação, se leve apenas o essencial, nomeadamente medicamentos.

Mário Silvestre pediu ainda aos cidadãos que se afastem das linhas de água e que não se dirijam para margens de rios ou para a orla costeira para fotografar ou filmar a subida das águas ou a agitação marítima.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

 

Com Agência Lusa.

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