Menina de 3 anos filha de jihadistas portugueses morre na Síria

Publié le 6 avril 2019

Filha de jihadistas portugueses morre num hospital na Síria, informa o semanário Expresso deste fim de semana citando fontes da família.

 

De acordo com o jornal, a menina de três anos estava internada desde há quinze dias num hospital de Al Hayat, depois de ter sido atingida por bombardeamentos em Baghouz, no fim de março.

 

Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma que não tem ainda “nenhuma informação sobre o assunto”.

 

Haverá no total, neste momento, na Síria, cerca de 20 crianças de ascendência portuguesa na Síria.

A criança era filha de Ângelo Barreto e Fábio Poças, que se juntaram ao Daesh em 2014.

A morte da criança ocorre quando estará em curso, discretamente, um processo de repatriamento das crianças filhas de jihadistas para Portugal.

Todavia, em declarações ao Expresso, o avô materno criticou a lentidão do processo de retirada, que estará num “impasse”.

Sobre este assunto, Hugo Franco, que assina a informção no Expresso, escreve:

“A mãe está viva, mas o pai foi há muito dado como desaparecido em combate. Como o Expresso avançou na semana passada, nos últimos meses várias famílias têm contactado o Governo português para pressionar as autoridades a retirar os menores da Síria. Na altura, o Ministério dos Negócios Estrangeiros disse apenas estar a trabalhar no sentido de compatibilizar “a defesa da segurança nacional e a proteção de concidadãos em situação vulnerável”.

Contactado pelo Expresso esta sexta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros diz não fazer comentários sobre o assunto.

Alguns países europeus estão a retirar as crianças que se encontram numa situação mais delicada. Esta sexta-feira, a Alemanha anunciou o repatriamento de dez filhos de jiadistas alemães do Iraque, no mesmo dia em que a diplomacia do G7 discutiu, em Paris, a situação dos combatentes estrangeiros e das suas famílias. No mês passado, um bebé filho de uma adolescente britânica que fugiu para se juntar ao Daesh morreu, causando grande polémica no Reino Unido.”


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