Morreu o grande músico angolano Waldemar Bastos

Morte de Waldemar Bastos foi anunciada ontem em Lisboa. Tinha 66 anos

Óbito/Waldemar Bastos: Embaixada de Angola em Portugal lamenta morte de músico

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Alfa
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email sharing buttonA música e a cultura angolana e lusófona perderam um dos seus grandes valores.
“Pretaluz”, “Renascence”, “Pitanga Madura”, “Estamos Juntos” e “Clássicos da Minha Alma” são alguns dos discos do cantor que em 2018 foi distinguido com o Prémio Nacional de Cultura e Artes, a mais importante distinção do Estado angolano no setor.
Rainha GingaVelha Chica e Muxima são alguns dos temas que o tornaram conhecido e que, depois de ouvidos interpretados por ele, nunca mais se esquecem.
Foi também uma voz crítica do regime angolano de José Eduardo dos Santos.

O autor e cantor morreu  em Lisboa, vítima de doença (cancro) com 66 anos.

Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos nasceu na província angolana do Zaire, em 04 de janeiro de 1954.

É um nome consagrado da música internacional e trabalhou com nomes como Chico Buarque, Dulce Pontes, David Byrne, Arto Lindsay e Ryuichi Sakamoto, entre outros, bem como com a Orquestra Gulbenkian, a London Symphony Orchestra e a Brazilian Symphony Orchestra.

A sua morte é uma grande perda para todo o mundo da música.

A morte do grande músico  foi anunciada ontem, deste modo, pela sua família:

Com profunda tristeza e dôr, a família informa a todos que conheciam e apreciavam a sua música, que Waldemar Bastos faleceu ontem dia 9 de Agosto de 2020, vítima de doença prolongada.
Ficaremos com eterna saudade, carinho e com o seu amor incondicional à sua família, em especial como Pai e Avô.
Deixa a todos nós e em particular ao povo humilde de Angola o seu legado musical ímpar e de excelência.
Informaremos assim que possível pormenores acerca do seu funeral.
A família pede privacidade nesta hora muito difícil e pedimos a compreensão de todos.