
O diretor-geral da Gendarmaria Nacional francesa reconheceu uma “falha” no caso da morte da pequena Lyhanna, durante uma sessão de perguntas ao governo marcada por forte tensão.
Interrogado sobre o caso Lyhanna, o primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu confirmou a intenção do governo de reforçar as penas para autores de uma série de violações de menores, defendendo a possibilidade de pena de prisão perpétua.
Vários dias após a descoberta do corpo da criança, a emoção continua muito presente em França. Na noite de terça-feira, realizou-se uma marcha branca em homenagem a Lyhanna em Saint-Jean-d’Angély, no departamento de Charente-Maritime, local de nascimento da criança.
O Presidente francês Emmanuel Macron voltou a manifestar “toda a sua afeição pela família da pequena Lyhanna”.
À margem da entrega do dossiê de candidatura do Pic du Midi ao património mundial da UNESCO, no Palácio do Eliseu, o chefe de Estado referiu-se ao caso.
“Enquanto aqui nos reunimos para falar do nosso querido Pic du Midi, ninguém ignora que, a poucos quilómetros, ocorreu também um drama que abala todo o país”, afirmou Macron, referindo-se à morte da criança de 11 anos.
O Presidente acrescentou que não podia iniciar a cerimónia sem “uma palavra para uma das nossas famílias e tantas famílias afetadas por dramas e horrores”, reiterando ainda “toda a determinação do governo e dos poderes públicos” e “toda a afeição pela família da pequena Lyhanna”.
Com Agências.