Municipais francesas. Ecologistas reforçam posições em França. Hidalgo vence em Paris e Philippe no Havre

Publié le 29 juin 2020

Municipais francesas. Ecologistas reforçam posições em França. Hidalgo vence em Paris e Philippe no Havre

Pierre Hurmic, dos “Verdes”, festeja a conquista da presidência da Câmara Municipal de Bordéus

foto CAROLINE BLUMBERG

Os ecologistas confirmaram as tendências anunciadas pelas sondagens vencendo na segunda volta das municipais em várias cidades importantes. O escrutínio foi marcado por uma forte abstenção, de cerca de 60 por cento, e fala-se cada vez mais numa próxima remodelação governamental, com o objetivo de relançar o mandato de Emmanuel Macron

Alfa/Expresso. Por Daniel Ribeiro

Os “Verdes” foram a notícia da noite da segunda volta das eleições municipais em França: venceram em algumas das cidades mais importantes e mais conhecidas de França, como em Bordéus, Lyon, Marselha ou Estrasburgo, e em diversas outras de média dimensão.

Os grandes derrotados destas eleições autárquicas, que foram muito perturbadas pela pandemia de covid-19, são os candidatos da La Republique en Marche! (LREM), partido do Presidente Emmanuel Macron, que foram batidos um pouco por todo o país e não conseguiram conquistar nem uma câmara de uma cidade relevante. Para os “macronistas”, estas eleições foram um autêntico fiasco.

A direita republicana conseguiu resistir com alguma dificuldade à vaga ecologista nalguns dos seus bastiões tradicionais, mas apenas em municípios de média e pequena dimensão, e a extrema-direita conquistou Perpignan, uma cidade importante, com mais de cem mil habitantes.

O PS, apesar de ter mantido Paris, com Anne Hidalgo, vai agora ter de contar com um novo adversário de peso – ecologista – nas alas esquerda e moderada do espectro político francês. Um dos exemplos aconteceu já ontem, em Lille, onde a histórica socialista, Martine Aubry, apenas foi eleita por uma margem mínima de algumas décimas face a um candidato ecologista.

Édouard Philippe é o outro vencedor da noite porque, como primeiro-ministro, teve de gerir crises duras e difíceis com as dos “coletes amarelos”, a da revolta contra a revisão do sistema dos pensionistas e a atual, da covid-19. Philippe reforça deste modo a sua posição face a Emmanuel Macron, com quem tem tido frequentes atritos. Neste aspeto, e devido aos resultados muito sofríveis de LREM, Macron pode ser também considerado um dos grandes perdedores da noite eleitoral.

De realçar que o franco-português Hermano Sanches Ruivo, fundador da conhecida associação Cap Magellan, foi reeleito em Paris na lista de Anne Hidalgo. Sanches Ruivo já era vereador na anterior equipa da câmara parisiense.

(Na foto de abertura, Yannick Jadot, dirigente ecologista)

Leia a versão original deste texto em expresso.pt

 


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