
O balanço provisório da enxurrada ocorrida na quarta-feira no Nepal, na fronteira com a China, subiu hoje para 797 mortos e 3.048 desaparecidos nos dois territórios.
No Nepal, o número de mortos aumentou para 781 e o de desaparecidos para 2.502, anunciou hoje a autoridade nacional responsável pela gestão de emergências.
A imprensa estatal chinesa relatou o registo de 16 mortos e 546 desaparecidos na região autónoma do Tibete.
O anterior balanço das autoridades nepalesas e chinesas dava conta de um total de 768 mortos, enquanto mais de três mil pessoas continuam desaparecidas, entre elas três portugueses.
Segundo as autoridades nepalesas, há pelo menos 239 feridos, tendo as equipas de socorro conseguido resgatar 8.730 pessoas, numa altura em que, ao quinto dia das operações, estão envolvidos mais de 19.800 operacionais do exército e forças policiais.
Nas centrais hidroelétricas, em concreto, crê-se que estejam presos perto de mil trabalhadores.
Desde a ocorrência da catástrofe naquela zona dos Himalaias, os balanços têm sido atualizados várias vezes por dia, por vezes no espaço de poucas horas, dadas as dificuldades das operações e das comunicações.
A saturação das morgues e a rápida deterioração dos cadáveres recuperados nos rios obrigaram as autoridades locais a iniciar a recolha de amostras de ADN antes de enterrar corpos não identificados ou irreconhecíveis em zonas florestais comunitárias.
O Governo solicitou assistência internacional em matéria forense e de conservação de cadáveres, bem como o envio de equipas técnicas para tentar resgatar os trabalhadores que se teme estarem presos em túneis inundados das centrais hidroelétricas.
A China incluiu 260 estrangeiros na lista de cerca de 500 desaparecidos no Tibete, mas sem precisar as nacionalidades, embora tenha dito que tem contactado as embaixadas em Pequim dos países em causa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa tinha referenciado seis portugueses desaparecidos no Nepal, mas três foram, entretanto, encontrados com vida.
Com Agência Lusa.