O Tour é a França que adoramos. Porque cheira a salpicão e a piquenique nas montanhas. Porque é popular e épico

Publié le 9 juillet 2019

É a Volta à França em bicicleta. É genial. Desde miúdo, quando ainda estava em Portugal, sempre adorei seguir o “Tour”.

O “doping” sempre esteve presente e é um problema real. Mas, apesar disso, o pessoal que se habituou a seguir a corrida nunca desligará do “Tour”.

É uma competição com acesso gratuito, é uma festa, e os espetadores “dopam-se” com coisas diferentes de muitos ciclistas: com passeeios e sestas em encostas montanhosas, com piqueniques na relva, à beira das estradas, descontraídos com a família e amigos, comendo salpicão seco ou com alho e bebendo vinho fresco e cerveja.

Comem, bebem, convivem e todos vêem, entusiasmados, o colorido pelotão passar, num ápice, ao lado deles.

O “Tour” é uma grande festa popular e ecológica e, neste aspeto, é incomparavelmente melhor, sem dúvida, do que as corridas de Fórmula1 ou os jogos de um grande torneio de Ténis ou de Futebol.

Na Volta à França respira-se ar puro, assiste-se gratuitamente a combates épicos entre os ciclistas e entre cada um e as gigantescas dificuldades que eles, um a um, encontram na estrada.

Qiando chega à alta montanha, o “Tour” atinge a dimensão épica. Os ciclistas passam então a autênticos heróis em luta corpo a corpo com si próprios e  com as escarpas, em esforço total, titânico.

Nem o “doping”  dará um dia cabo do “Tour”. Porque a Volta à França é e será sempre de uma beleza sem par.

Viva o “Tour” de França.

(Daniel Ribeiro, diretor de antena da Rádio Alfa)


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