
O Presidente norte-americano afirmou hoje que a maioria dos possíveis sucessores, considerados por Washington para assumirem a liderança do Irão, “já estão mortos”, admitindo incerteza na atual cadeia de comando em Teerão.
“A maioria das pessoas em quem pensávamos está morta… E agora temos outro grupo. Também podem estar mortos… Em breve não conheceremos mais ninguém”, declarou Donald Trump aos jornalistas.
O chefe de Estado norte-americano acrescentou que o pior cenário para o Irão seria a ascensão de um líder “tão mau” como o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo morto em ataques aéreos no sábado, no primeiro dia do conflito.
“Não queremos que isso aconteça”, afirmou.
As declarações surgiram num contexto de intensificação da ofensiva militar conduzida pelos EUA e por Israel contra alvos iranianos, que já causou centenas de mortos e abalou a estrutura política e militar da República Islâmica.
A incerteza quanto à sucessão no Irão tem alimentado especulação sobre a estabilidade interna do país e sobre o impacto regional da eventual emergência de uma nova liderança.
Israel e Estados Unidos lançaram no sábado um ataque militar contra o Irão, para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas na região e alvos israelitas.
Trump anuncia corte de relações comerciais com Espanha. Madrid lembra que os EUA « devem respeitar os acordos bilaterais » com a UE
O presidente norte-americano anunciou esta terça-feira que deu ordens para o corte das relações comerciais com Espanha, afirmando que é um « aliado terrível ». O governo espanhol já respondeu, lembrando que os EUA « devem respeitar os acordos bilaterais » com a UE.
Chefes da diplomacia da UE e do Golfo reunidos por videoconferência na quinta-feira
Os chefes da diplomacia da União Europeia e do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) vão reunir-se na quinta-feira por videoconferência, numa altura de fortes tensões entre Estados Unidos, Israel e Irão, que já causaram vários ataques na região.
Fontes europeias indicaram à agência Lusa que, para quinta-feira às 11:00 de Bruxelas (menos uma hora em Lisboa), está marcada uma reunião informal por videoconferência dos chefes da diplomacia dos 27 da União Europeia (UE), com a participação dos ministros dos Negócios Estrangeiros do CCG.
Depois do ataque iniciado no sábado por Israel e Estados Unidos contra o Irão, seguiu-se uma forte resposta armada iraniana, com repercussões na região, o que já foi criticado pelos países do Golfo, como Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
A reunião surge depois de uma outra, também por videoconferência, realizada no passado domingo entre os chefes da diplomacia do bloco europeu.
Depois de tal encontro, a chefe da diplomacia comunitária, Kaja Kallas, divulgou uma declaração em nome da UE sobre a evolução da situação no Médio Oriente, apelando à « máxima contenção, a proteção dos civis e ao pleno respeito pelo direito internacional ».
Kaja Kallas afirmou ainda na mesma ocasião que « o Irão deve abster-se de ataques militares indiscriminados ».
Israel e Estados Unidos lançaram a 28 de fevereiro um ataque ao Irão para « eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano », e Teerão respondeu com mísseis e drones contra bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região e alvos israelitas.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a operação visa « eliminar ameaças iminentes » do Irão, e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, justificou a ação conjunta contra o que classificou como uma « ameaça existencial ».
Washington exige que o Irão cesse o enriquecimento de urânio e limite o alcance dos seus mísseis, o que Teerão recusa, aceitando apenas cortes no seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções em vigor.
Segundo o Crescente Vermelho iraniano, os ataques israelo-norte-americanos fizeram desde sábado pelo menos 787 mortos. O Exército dos Estados Unidos confirmou a morte de seis militares norte-americanos.
Com Agência Lusa e RTP.