Em defesa do árbitro Carlos Ramos, acusado de ser “ladrão” por Serena Williams

Publié le 10 septembre 2018

Carlos Ramos ajuizou a final do US Open entre Serena Williams e Naomi Osaka e foi acusado de ser “mentiroso” e “ladrão”.

Paulo Cardoso, presidente do conselho de arbitragem da Federação Portuguesa de Ténis, defendeu Carlos Ramos, árbitro que ajuizou a final do US Open entre Serena Williams e Naomi Osaka e que foi fortemente criticado pela tenista norte-americana.

Serena Williams, antiga número um mundial, apelidou o juiz português de “ladrão e mentiroso”, acusou-o de sexismo e exigiu um pedido de desculpas quando Carlos Ramos penalizou a tenista por ter recebido instruções do treinador. Depois dos insultos, o árbitro castigou Williams com um jogo para Osaka, que viria a vencer a final.

Entretanto a Associação de Ténis Feminino (WTA) pediu hoje igual tratamento para todos os competidores e treinadores dos circuitos de ambos os sexos, após o incidente na final do Open dos Estados Unidos.

“A WTA acredita que não deve haver diferença nos padrões de tolerância proporcionados às emoções expressas por homens e mulheres e estamos comprometidos em trabalhar com o desporto para garantir que não haja discriminação. Não acreditamos que isso tenha sido feito sábado à noite”, disse Steve Simon, diretor-geral do organismo.

Na final com Naomi Osaka, a norte-americana Serena Williams foi punida com três violações de conduta pelo árbitro português Carlos Ramos, num jogo vencido pela jovem nipónica por esclarecedores 6-2 e 6-4.

Serena Williams agrediu verbalmente o árbitro, chamando-o de “mentiroso e ladrão”, por este a punir por ter recebido instruções da bancada – o treinador de Serena confirmou que o fez, embora diga que a sua pupila não o ouviu – e acusou-o de “sexismo”.

A Pro Tour feminina solidarizou-se também.

O campeão masculino, o sérvio Novak Djokovic, igualmente castigado no passado pelo juiz luso, entende que o castigo não deveria ter sido tão duro.

“Podia ter sido diferente, mas não mudou o rumo da partida”. Na minha opinião talvez tenha sido desnecessário. Todos temos as nossas emoções, principalmente quanto lutamos por um título do Grand Slam”, disse.

Ainda assim, o terceiro jogador do ranking discorda que haja tratamento diferente dos árbitros para homens e mulheres.

“Não vejo as coisas da mesma forma do senhor (Steve) Simon. Realmente não. Acho que homens e mulheres são tratados desta ou daquela forma dependendo da situação. É difícil generalizar as coisas, realmente. Acho que não é necessário haver este debate”, concluiu.

Alfa/Lusa/RDP.

 


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