
A Proteção Civil alertou hoje para a possibilidade de chuva forte durante o fim do dia de hoje e sexta-feira nas zonas de Lisboa, do Oeste, e da península de Setúbal, com risco de cheias rápidas.
“O problema não serão as cheias lentas que estamos a ter em outras zonas, mas sim as cheias rápidas com impacto significativo na vida das pessoas, nomeadamente pelo alagamento de garagens e de zonas de estacionamento”, explicou em conferência de imprensa o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), acrescentando que o quadro de chuva intensa vai verificar-se a partir das 18:00 de hoje.
Mário Silvestre referiu ainda que, além das três zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal, também a região da Lezíria do Tejo pode ter chuva intensa.
Em relação ao rio Tejo, o comandante nacional da Proteção Civil referiu que “houve uma subida significativa dos caudais em virtude de maior descarga feita pelas barragens espanholas”.
O último balanço da Proteção Civil dá conta de 16.270 ocorrências registadas devido ao mau tempo, que envolveram mais de 55 mil operacionais e, só nas últimas quatro horas, foram registadas cerca de 250 ocorrências.
As ocorrências mais relevantes continuam a ser as quedas de árvores, as inundações e as derrocadas, acrescentou Mário Silvestre.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que desde 28 de janeiro provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Mau tempo: Ministro diz que irá demorar « semanas » reparação de troço da A1 em Coimbra.

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu hoje que serão precisas várias semanas para reparar o troço da Autoestrada 1 (A1) que desabou após o rompimento do dique nos Casais, em Coimbra.
Durante uma visita ao local, Pinto Luz sublinhou aos jornalistas « a velocidade e a violência das águas », que descreveu como « uma situação absolutamente anormal ».
A rutura na infraestrutura foi motivada pelo rebentamento do dique e subsequente escavação do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, devido a um débito excecional de mais de 2.100 metros cúbicos de água por segundo, explicou a BCR – Brisa Concessão Rodoviária.
« Temos hoje 15 camiões com enrocamento para reforçar a quebra que surgiu. Amanhã de manhã, mais camiões vêm reforçar com enrocamento », disse Pinto Luz, citado pela emissora RTP Notícias.
O recurso a enrocamento, blocos de rocha compactados, « é a única coisa que nós podemos fazer enquanto as águas não descerem », admitiu o ministro.
Pinto Luz disse também que a fissura, no sentido norte-sul, « pode alastrar » para o outro sentido.
O dirigente acrescentou que, « enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo ».
« Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviços dos portugueses », disse Pinto Luz.
« O compromisso do Governo é de absoluto comprometimento com esta solução. Estamos com todos os meios mobilizados e não sairemos daqui enquanto não conseguimos com todas as equipas colocar outra vez a A1 em funcionamento », garantiu o ministro.
A Brisa sugeriu hoje aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da autoestrada no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou o IC2.
Num comunicado enviado hoje às redações, a concessionária admitiu que, « não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação », está empenhada em « minimizar transtornos » e que « poderão ser usadas como vias alternativas o corredor A8/A17/A25 ou o IC2 ».
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vítima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu na terça-feira, nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
Com Agência Lusa.