Ronaldo fala em « jogo da vida » e quer ver Dragão « infernal »

O futebolista Cristiano Ronaldo considerou hoje que a receção à Macedónia do Norte, dos ‘play-offs’ de acesso ao Mundial2022, é o “jogo da vida” para Portugal, e pediu aos adeptos para transformarem o Estádio do Dragão num “inferno”.

Aos 37 anos de idade, o capitão da seleção principal das ‘quinas’ pode olhar para o Qatar2022 como o último Mundial da carreira. Contudo, e depois questionado sobre o ‘pendurar das botas’, o avançado foi perentório.

Relativamente ao estado físico e anímico da equipa, o experiente jogador luso, que soma os impressionantes registos de 115 golos e 185 jogos pela seleção ‘AA’, garante que todos estão “bastante confiantes e preparados”.

O defesa central Pepe recuperou da infeção com o coronavírus e será, muito provavelmente, um dos titulares na terça-feira juntamente Ronaldo.

Fernando Santos pede entrega e espírito de sacrifício na final

O selecionador Fernando Santos considerou hoje que Portugal tem de entregar-se ao máximo e ter espírito de sacrífico, na terça-feira, para ultrapassar a Macedónia do Norte e garantir o ‘passaporte’ para o Mundial2022 de futebol.

No encontro da final do caminho C dos ‘play-offs’ de acesso à fase final do torneio, que vai disputar-se no inverno deste ano no Qatar, a equipa das ‘quinas’ tem de olhar para a seleção comandada por Blagoja Milevski por “aquilo que vale no seu todo” e, assim, evitar qualquer tipo de dissabor, como aquele que aconteceu ante a Sérvia e que relegou Portugal para esta fase de apuramento.

“A pressão boa é a de termos de estar no Qatar. Esta equipa [da Macedónia da Norte] está aqui [nos play-offs] por mérito próprio. Ganhou à Alemanha [no apuramento] e, por isso, está aqui. Se não olharmos para Macedónia [do Norte] por aquilo que vale no seu todo, claro que vamos correr riscos. Fizemo-lo com a Turquia e temos de repetir a dose”, alertou.

Para Fernando Santos, o feito conseguido pelos macedónios ante a Itália, que culminou com o afastamento dos transalpinos de um Mundial pela segunda vez seguida, não demonstrou exatamente aquilo que valem.

“Os jogadores já começaram a ver a Macedónia do Norte, como jogam, não só o último jogo. Mas o último jogo pode deixar uma marca que não é verdadeira. Foi de sentido único, mas é uma equipa organizada defensivamente, sabe jogar em contra-ataque, mas não retratou aquilo que é a Macedónia do Norte”, explicou.

O técnico especificou, depois, as valências do opoente, que tem como grande figura o médio Elif Elmas, dos italianos do Nápoles: “Jogam em bloco baixo, provocam a saída em contra-ataque, são bastantes fortes, com jogadores muito rápidos, mas, quando têm bola, procuram sair a jogar.”

A seleção lusa está na final do caminho C dos ‘play-offs’, após ter vencido por 3-1 a Turquia, com golos de Otávio, Diogo Jota e Matheus Nunes, na quinta-feira, dia em que a Macedónia do Norte venceu em Itália por 1-0, com um golo de Aleksandar Trajkovski (90+2 minutos), deixando os transalpinos fora do Mundial pela segunda vez seguida.

Portugal procura a oitava presença em Mundiais, e sexta consecutiva, depois de 1966, 1986, 2002, 2006, 2010, 2014 e 2018, enquanto os macedónios nunca participaram numa fase final de um Campeonato do Mundo.

O encontro entre Portugal e a Macedónia do Norte, da final do caminho C dos ‘play-offs’ europeus de acesso ao Mundial2022, realiza-se na terça-feira, no Estádio do Dragão, no Porto, a partir das 20:45, com arbitragem do inglês Anthony Taylor.

Com Agência Lusa

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