Satisfeito. MNE Santos Silva mostra três páginas com nomes de lusodescendentes eleitos nos EUA

Em audição na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, congratulou-se com a eleição de diversos lusodescendentes nas várias eleições que decorreram a 3 de novembro nos EUA.

O MNE surpreendeu ao exibir três páginas com nomes de eleitos de origem portuguesa nas recentes eleições nos Estados Unidos da América.

Recorde-se que, além do Presidente norte-americano, as eleições nos EUA definem também a composição de um terço do Senado, da Câmara dos Representantes e que elegem governadores e vários outros postos estaduais e municipais.

O ministro não detalhou as “mudanças muito evidentes” que espera de uma Administração Biden.

A questão foi-lhe colocada pelo deputado socialista Paulo Pisco, que quis conhecer a posição de Santos Silva relativamente às consequências dos resultados eleitorais americanos no multilateralismo e nas relações transatlânticas.

O ministro afirmou que as mudanças introduzidas pelo Presidente eleito dos EUA, Joe Biden, serão “muito evidentes”.

Na audição na Comissão de Orçamento e Finanças da Assembleia da República, o governante sublinhou, no entanto, que “a cooperação bilateral tem melhorado nas últimas administrações” americanas, mesmo com a do Presidente em exercício, Donald Trump.

“Com a Administração Trump melhorámos como tínhamos melhorado com Obama e com Bush”, disse.

Mas acrecentou que, no caso da Administração de George W. Bush, a melhoria da cooperação bilateral aconteceu “em demasia”. Esta parece ser uma referência direta à invasão do Iraque em 2003, cuja decisão foi anunciada na Cimeira das Lajes, que juntou W. Bush e os então primeiros-ministros português, Durão Barroso, espanhol, José Maria Aznar, e britânico, Tony Blair.

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