
A retoma dos voos de Portugal para a Venezuela está para breve e, neste momento, são nove os luso-venezuelanos presos no país sul-americano, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros na Assembleia da República.
Questionado sobre a situação na Venezuela numa audição regimental, o ministro de Estado e Negócios Estrangeiros português reiterou que Portugal continua a acompanhar a situação, que considera estabilizada, mas que « é incerta ».
Por isso, esclareceu, têm sido feitos contactos reforçados com a embaixada portuguesa em Caracas e com os consulados, estando « para muito breve o restabelecimento da ponte aérea », interrompido desde novembro de 2025.
Paulo Rangel reforçou ainda a posição de Portugal que, esclareceu, perante a captura de Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, a 03 de janeiro, tinha duas opções: « Conduzir uma transição em que o Presidente eleito em 2024, Edmundo González, seja posto no cargo » ou, « se as forças políticas tivessem de acordo, eleições ». Contudo, explicou, « não havia condições para esta última hipótese ».
Sobre o número de presos luso-venezuelanos, esclareceu que existem nove, mas que são considerados pela Venezuela apenas de nacionalidade venezuelana, o que « dificulta a ação diplomática portuguesa ».
« Há nove presos identificados, mas alguns têm outros crimes associados, como o crime de delito comum. (…) Presos políticos, seguramente, são cinco », esclareceu Rangel.
O chefe da diplomacia portuguesa recordou também que Portugal não reconheceu a reeleição de Maduro em 2024.
Em 03 de janeiro, as forças militares norte-americanas atacaram Caracas e três regiões próximas da capital, capturando o Presidente e a mulher, que foram levados para Nova Iorque, acusados de narcoterrorismo.
A então vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina da Venezuela dois dias após o ataque.
Rádio Alfa com LUSA