
O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 79, havendo ainda 64 desaparecidos, segundo o mais recente balanço hoje divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).
De acordo com o MNE, entre os 79 mortos, 69 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 14 crianças e 65 adultos.
O anterior balanço dava conta de 75 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela no dia 24 de junho.
O número de mortos no país devido a estes sismos subiu esta quarta-feira 2.295, segundo o mais recente balanço oficial divulgado pelas autoridades venezuelanas, que registam também 11.267 feridos.
O presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, indicou a existência de 12.841 pessoas afetadas pelos sismos de 24 de junho, durante a atualização do balanço de vítimas, que era anteriormente de 1.943 mortos e 10.571 feridos.
Antes da divulgação dos novos dados oficiais, a Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional.
Para ajudar o país, onde estão já socorristas portugueses, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, anunciou quarta-feira que dois aviões da força aérea portuguesa estão prontos para arrancar com ajuda à Venezuela e deverão partir até terça-feira, podendo no regresso trazer pessoas.
Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.
Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.
Com Agência Lusa.