Amália Rodrigues: “Quando convinha, eu era comunista, quando não convinha eu era fascista”

Amália Rodrigues: “Quando convinha, eu era comunista, quando não convinha eu era fascista” – título do jornal Público.

É o título do dia quando se celebra o centenário do nascimento da maior fadista de sempre, emblema de Portugal.

« Enviou uma carta elogiosa a Salazar e escreveu-lhe até um poema quando o ditador estava doente. Mas cantou opositores do regime e deu muito dinheiro a presos políticos, grevistas e, por essa via, ao PCP. Foi esta Amália, dual e indomável, que o jornalista Miguel Carvalho foi encontrar, fixando-a no livro Amália — Ditadura e Revolução. », lê-se no Público de hoje.

Eis o resumo do Livro, pela FNAC:

Chamaram-lhe “cantora do regime”. Acusada de servir a ditadura e colaborar com a polícia política (PIDE), foi perseguida e ostracizada após 25 de Abril de 1974, reconquistando depois a unanimidade enquanto voz de Portugal no Mundo.

Esta é a história secreta da vida de Amália Rodrigues. Como se relacionou com o Estado Novo e sobreviveu à admiração por Salazar? Como enfrentou a pobreza, seduziu a aristocracia e os intelectuais? Como ajudou presos políticos, cantou poetas proibidos, colaborou com antifascistas e financiou clandestinamente a oposição e o PCP? Como sobreviveu aos boatos, ataques e tentativas de silenciamento no pós-revolução? Como é que os políticos, os músicos, os poetas, a ditadura e a democracia lidaram com a maior cantora portuguesa de sempre?

« Amália – Ditadura e Revolução » (a história secreta) é uma investigação jornalística que atravessa dois regimes, vários continentes e reúne perto de uma centena de entrevistas e depoimentos exclusivos, gravações inéditas da fadista e de personalidades que com ela conviveram, milhares de páginas de documentos nunca revelados, além de cartas e fotografias desconhecidas da cantora.

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