Covid-19: Diplomacia tenta desembarcar portugueses há 75 dias num navio

Publié le 17 mai 2020

Covid-19: Diplomacia tenta desembarcar portugueses há 75 dias num navio – Governo

Covid-19: Diplomacia tenta desembarcar portugueses há 75 dias num navio - Governo

facebook sharing button
Alfa/Lusatwitter sharing button
email sharing button
 A secretária de Estado das Comunidades disse hoje à Lusa que a rede diplomática tem acompanhado portugueses retidos há mais de 75 dias em navios-cruzeiro, mas explicou que têm sido impedidos de sair pelo México e Estados Unidos.

“A situação das tripulações retidas em navios-cruzeiro, ao largo dos Estados Unidos e México, está a ser acompanhada de forma muito próxima pela rede diplomática, no sentido de garantir o desembarque das tripulações”, afirmou Berta Nunes, numa declaração enviada à agência Lusa.

O desembarque encontra-se, no entanto “impedido pelas normas sanitárias e de segurança em vigor naqueles países”, acrescentou.

O caso passa-se com a tripulação de vários navios da companhia Seabourn, que ficaram retidos ao largo do México e dos Estados Unidos no âmbito das medidas de segurança aplicadas para conter a pandemia da covid-19.

A Lusa tentou contactar alguns dos portugueses que estão num dos navios, mas, até ao momento, foi impossível estabelecer ligação.

No entanto, um desses portugueses enviou um e-mail, explicando estar ancorado na baía de Porto Vallarta, no México, a bordo do Koningsdam.

“Não tenho a certeza de quantos portugueses temos a bordo, considerando que temos membros da tripulação de oito navios diferentes e mais de 70 nacionalidades”, refere, adiantando que têm sido cumpridas todas as regras necessárias para o desembarque.

Cumprimos a “distância social, usamos uma máscara facial em todos os momentos numa área pública, [estamos em] cabine individual, [os] horários de refeições [são] de meia hora [e] para um certo número limitado de pessoas, [cumprimos a] higienização obrigatória de mãos e a verificação de temperatura duas vezes por dia”, garantiu.

Referindo que já ultrapassaram os 75 dias em autoisolamento, o português garante que não foi registado a bordo nenhum caso de infeção pelo coronavírus que provoca a covid-19.

“Estamos todos saudáveis e em boa forma e, portanto, não entendemos qual a razão que leva todos os países a que chegamos a recusar o nosso pedido de desembarque” e “a oportunidade de regressar aos nossos países”, lamenta, acrescentando não entender também o tratamento de governos e políticos.

A edição de hoje do Jornal de Notícias adianta estarem 14 portugueses no navio, além de outros tripulantes de diferentes nacionalidades.

A embarcação começou o seu percurso em Miami, nos Estados Unidos, com o objetivo de passar por todos continentes.

“Entretanto, após algumas paragens, alguns portos começaram a proibir-nos a entrada. No Sri Lanka, por exemplo, só conseguimos receber provisões. Fizemos então uma travessia de 18 dias, sem parar, até a Austrália porque nenhum porto antes disso nos deixou desembarcar. Até porque a seguir ao Sri Lanka era a Ásia”, contou uma das portuguesas a bordo, Joana Ferreira, ao JN.

Segundo a mesma fonte, os hóspedes conseguiram desembarcar a 18 de março, quando chegaram à Austrália, mas a tripulação manteve-se a bordo, até porque se pensava que a pandemia seria “algo temporário”.

Seguiram depois viagem até ao Havai, Los Angeles e, por fim, México, onde foi sempre negado o desembarque de qualquer elemento da tripulação que não fosse originário do país.

A 28 de abril, a tripulação, já em isolamento, foi transferida para um segundo navio, que acolhe tripulações de outros barcos da mesma companhia, com a justificação de que “supostamente seria mais fácil ir para casa”, lembrou.

Na declaração hoje enviada à Lusa, a secretária de Estado das Comunidades assegurou que “a rede diplomática tem feito diligências, em conjunto com outros países com nacionais retidos a bordo, tanto junto das empresas, como das autoridades norte-americanas e mexicanas”.

O objetivo das diligências é, segundo Berta Nunes, procurar que, “no diálogo com empresas e autoridades locais, os cidadãos nacionais possam ser autorizados a desembarcar o mais rapidamente possível”.

“No que respeita ao navio Konigsdam, com 12 nacionais a bordo, entre quase duas centenas de tripulantes europeus, prosseguem diligências para que seja autorizado o desembarque pelas autoridades locais e federais do México”, concluiu.

Marqué comme

Rádio Alfa FM 98.6 Paris (On Air)

La radio de la lusophonie et des échanges interculturels de toute l'île de France

Piste actuelle
TITRE
ARTISTE

Background