FC Porto Campeão: Da Ribeira aos Aliados, cidade e clube unem-se para comemorar 31º título

FC Porto fans celebrate their Portuguese First league soccer, in Porto, Portugal, 16 May 2026. The celebrations across the city of Porto will include a procession by river and land, culminating in a grand reception on Avenida dos Aliados. MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

Dezenas de milhares de pessoas celebraram, da Ribeira à Avenida dos Aliados, a conquista do 31.º título de campeão português de futebol pelo FC Porto.

O trajeto até ao chamado ‘salão de festas’ da cidade Invicta foi também percorrido pela equipa ‘azul e branca’ perante o júbilo e aplausos de outros tantos milhares, numa das maiores celebrações de sempre na cidade por uma conquista desportiva.

Pouco passava da meia-noite quando uma apoteose ensurdecedora acompanhou o erguer da taça na varanda da Câmara Municipal do Porto pelo guarda-redes e capitão Diogo Costa e o treinador Francesco Farioli.

Se o autarca portuense, Pedro Duarte, entendeu que esta foi a confirmação de que os ‘azuis e brancos’ serão a “melhor equipa nacional”, o presidente portista, André Villas-Boas, considerou, em discurso no balcão que “o Futebol Clube do Porto voltou graças a uma equipa única”, para de seguida prestar homenagem ao falecido antigo capitão do clube Jorge Costa, falecido em agosto de 2025.

“Jamais iremos esquecê-lo”, garantiu o líder portista, aplaudido por uma avenida iluminada a azul e tingida por milhares de lanternas de telemóvel, que lhe deram o contraste branco.

De filho ao colo e cerveja na mão, André Martins soube que o FC Porto iria ser campeão “quando perdeu o Samu e a equipa se uniu”.

“Jogámos sem ponta de lança e ganhámos”, acrescentou, entendendo que “ninguém estava à espera”, mas que “o FC Porto voltou para ficar”.

FC Porto fans celebrate their Portuguese First league soccer, in Porto, Portugal, 16 May 2026. The celebrations across the city of Porto will include a procession by river and land, culminating in a grand reception on Avenida dos Aliados. MANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

Para Diogo Rocha, também com o filho à volta do pescoço, este campeonato tem “um sabor muito especial”, na medida em que a “nova organização de André Villas-Boas, com Farioli no comando técnico” terão construído “uma estratégia muito forte” que permitiu “convencer os adeptos e derrotar os principais rivais”.

Carlos Lee envergava com orgulho a camisola listada a azul e branco com o número dois e não hesitou em contar à Lusa que, acima de tudo, dedica este campeonato “ao eterno capitão Jorge Costa e ao eterno presidente Pinto da Costa”, despedindo-se com um “obrigado, Villas-Boas”, antes de voltar aos festejos.

“Esta vitória tem bastante sabor porque já estávamos há quatro anos à espera de um campeonato”, diz Rogério Brandão, acompanhado da mulher e filha, respondendo com um confiante “afirmativo” à questão de o FC Porto ter entrado numa nova era sob a presidência de André Villas-Boas.

Quatro anos após a última conquista, o FC Porto assegurou matematicamente o 31.º campeonato português, na 32.ª jornada, em 02 de maio, ao vencer o Alverca por 1-0, no Estádio do Dragão, no Porto.

Os festejos da sucessão ao Sporting, vencedor das duas anteriores edições do campeonato, pela reconquista de cetro que escapava aos ‘azuis e brancos’ desde 2021/22 ficou marcada para sábado, dia da 34.ª e última jornada da I Liga, que culminou com o triunfo caseiro frente ao Santa Clara, por 1-0.

O FC Porto encerrou o campeonato com 88 pontos, mais seis do que o Sporting, segundo classificado.

 

Com Agência Lusa.

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