Na morte de Cruzeiro Seixas, nome maior do surrealismo português.
Evocação por João Pinharanda, curador e historiador de arte, diretor do Instituto Camões em Paris. Ouça aqui:
O país tem desde segunda-feira 191 concelhos debaixo de medidas mais restritivas, ao abrigo do estado de emergência.
Apesar dos indicadores da disseminação do vírus estarem a melhorar no país, o primeiro-ministro indicou esta segunda-feira a vários líderes religiosos que as celebrações religiosas só devem voltar a ser autorizadas a partir de 01 de dezembro, data da possível reabertura de todos os estabelecimentos comerciais.
« O primeiro-ministro disse que estava pronto a aligeirar o regime em vigor a partir de 01 de dezembro », disse Eric de Moulins-Beaufort, presidente da Conferência de Bispos de França, em declarações à AFP, acrescentando que haverá um protocolo sanitário ainda mais restrito para este género de celebrações.
O número de hospitalizações em França está agora em 33.466 pacientes.
Foram registados 9.406 novos casos de covid-19 desde domingo, tendo já sido registados no total 1.991.233 casos no país. A taxa de positividade dos testes é de 16,4%
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.319.561 mortos resultantes de mais de 54,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
O LIVRO DA SEMANA, às quartas (9h30) e aos domingos (14h25). Com o apoio da Biblioteca Gulbenkian de Paris.
Em destaque esta semana: ADRIANO CERQUEIRA, autor de “PORQUE FLUTUAM OS MEUS CEREAIS?”.
Sabem o que causa a dor de burro? Ou como funcionam as guelras dos peixes? O jornalista Adriano Cerqueira, produtor do programa “90 segundos de Ciência” da Antena 1, vencedor o Prémio Gulbenkian Conhecimento, responde em livro a todas estas questões e a muitas outras, entre as quais se encontra aquela que dá o título a este livro: “Porque flutuam os meus cereais?”
Não perca a conversa do escritor Nuno Gomes Garcia com Adriano Cerqueira e descubra um livro de divulgação científica capaz de responder às mais inesperadas das questões.
Na Rádio Alfa, na quarta (9h30, versão reduzida) e no domingo (14h25, versão integral).
Portugal, campeão europeu e que ainda é o detentor do troféu na Liga das Nações, falhou a qualificação para a ‘final four’ da prova, ao perder no sábado por 1-0 na receção à França, que, por seu lado, assegurou o primeiro lugar do grupo e a presença nas meias-finais.
“Temos de transportar para o jogo a capacidade de resposta dos jogadores. Equipas de alto nível ficam sempre insatisfeitas, quase que foi uma catástrofe, mas não foi mais do que um acidente de percurso, que faz parte do futebol. Os jogadores estão com grande determinação de disputar o jogo e de vencer”, disse Fernando Santos, em conferência de imprensa, antes de orientar o único treino no Estádio Poljud, palco do encontro de terça-feira.
Para o selecionador, o desafio diante dos vice-campeões mundiais “não tem nada de cariz particular”, porque Portugal “tem sempre o objetivo de servir a seleção nacional”, e isso exige “uma resposta ao mais alto nível”.
Face às críticas recebidas por, aparentemente, ter lançado um ‘onze’ e apostado numa ideia de jogo mais defensiva contra a França, Fernando Santos discordou e disse que essa “não é uma análise” séria do jogo.
“Compreendo e respeito as críticas e sabem como funciono, não tenho é de concordar. Que Portugal jogou para empatar é uma análise que não é séria do jogo. Temos a filosofia de ganhar todos os jogos. Nunca disse que o 0-0 era um bom resultado, mas, se calhar, era o que devia ter feito e montava uma equipa mais forte fisicamente”, argumentou.
Por fim, Fernando Santos deixou o alerta para evitar surpresas e não terminar a participação na Liga das Nações com um resultado que não seja a vitória: “Se facilitarmos contra esta equipa croata teremos muitas dificuldades em vencer”.
Para a derradeira ronda, Portugal não vai contar com o lateral Raphaël Guerreiro, dispensado antes da viagem, devido a problemas físicos, nem com Renato Sanches, que já não tinha participado na derrota com a França.
Com um encontro por disputar no Grupo 3 da Liga das Nações A, a equipa das ‘quinas’ é segunda classificada, com 10 pontos, menos três do que os franceses. A Croácia e a Suécia, que visita a França, têm ambas três pontos e ainda lutam pela manutenção na Liga A da prova.
A partida entre Portugal e Croácia está marcada para terça-feira, às 19:45, no Estádio Poljud, em Split, e será dirigida pelo inglês Michael Oliver.
Com Agência Lusa.
Os ciclistas portugueses mostraram-se orgulhosos pelo sucesso alcançado no Campeonato da Europa de ciclismo de pista. Portugal foi o quarto país mais medalhado em Plovdiv, na Bulgária, com seis medalhas.
Iuri Leitão foi o ciclista português mais medalhado, com três conquistadas

Iuri Leitão
Rui Oliveira e Ivo Oliveira, irmãos gémeos, conquistaram a medalha de prata em madison e Ivo venceu ainda um ouro em perseguição.
Ivo Oliveira destaca as dificuldades físicas da prova com o irmão, mas confessou que queria acabar a época em grande.

Ivo e Rui OLiveira
Delmino pereira presidente da Federação Portuguesa de ciclismo estava muito orgulhoso pelos praticantes e pela modalidade em si.

Foto. Jornal a-bola-on-line.
Portugal terminou a participação no Europeu de pista com seis medalhas, com destaque para os primeiros títulos de sempre em elites, conseguidos por Iuri Leitão, em scratch, e Ivo Oliveira, na perseguição.
Sons. Antena 1
Fotos. FPC e Bola.
O boletim desta segunda-feira da Direção-Geral da Saúde (DGS) regista 91 óbitos e 3.996 novos casos de covid-19 em Portugal.
Portugal registou hoje o número máximo de mortes diárias por covid-19 ao contabilizar mais 91 óbitos nas últimas 24 horas e contabilizou mais 3.996 novos casos de infeção, segundo o boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).
O número de internamentos hospitalares por covid-19 ultrapassou, pela primeira vez, os três mil casos (3.040).
Desde o início da pandemia, Portugal já registou 3.472 mortes e 255.672 casos de infeção pelo novo coronavírus, continuando a região Norte a ser a mais afetada tanto em número de mortes (44) como em novos casos (2.063).
Isso significa que o risco de adoecer com covid-19 foi reduzido em 94,5% entre o grupo de voluntários vacinados e também aqueles que receberam placebo.
Em comunicado, a empresa explica que na terceira fase do ensaio clínico foram identificados 95 casos de doença, sendo que desses apenas cinco tinham recebido a vacina e 90 pertenciam ao grupo que recebem o placebo, em que foram também identificados todos os 11 casos de doença grave.
De acordo com a Moderna, cerca de 9% a 10% das pessoas vacinadas manifestaram efeitos secundários após a segunda dose, como fadiga, rigidez ou vermelhidão no local da injeção.
A terceira fase do ensaio clínico, que arrancou nos Estados Unidos em julho, envolve mais de 30.000 participantes.
“Este é um momento crucial no desenvolvimento da nossa vacina candidata contra a covid-19”, sublinha o diretor-executivo da Moderna, Stéphane Bancel, explicando que os novos dados positivos constituem “a primeira validação clínica de que a vacina pode proteger contra a covid-19, incluindo de doença grave”.
Com base nestes dados provisórios sobre a segurança e eficácia da vacina, a empresa norte-americana vai submeter nas próximas semanas um pedido de autorização de uso de emergência à Food and Drug Administration (FDA), a agência federal responsável pelo controlo e supervisão do setor alimentar e farmacêutico, e pretende também candidatar-se a autorizações de agências internacionais.
Até ao final do ano, a Moderna espera ter já disponíveis para distribuição cerca de 20 milhões de doses da vacina mRNA-1273 e mantém o objetivo de produzir entre 500 milhões e mil milhões de doses em 2021.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.319.561 mortos resultantes de mais de 54,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 3.381 pessoas dos 217.301 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O anúncio surge uma semana depois de a farmacêutica Pfizer ter anunciado que a sua candidata revelou uma eficácia de 90%, também de acordo com dados provisórios.
Com Agência Lusa.
De acordo com as informações publicadas neste domingo pelo New York Times, esse número continua a crescer, na véspera de terminar o prazo para denúncias num tribunal de falências no Estado de Delaware, onde os escoteiros pediram falência este ano para tentar sobreviver à vaga de denúncias.
Paul Mones, um dos advogados envolvidos em casos contra os escoteiros durante quase duas décadas, assinalou que a prevalência de abusos detalhados nos casos apresentados é impressionante, mas que pode refletir apenas uma fração do número real de vítimas.
“Eu sabia que havia muitos casos. Nunca pensei que chegaria perto deste número”, afirmou Mones ao jornal.
A avalanche de ações, aproximadamente 81.500 hoje, é uma tarefa monumental para o caso de falência, com o qual os escoteiros pretendem reorganizar e estruturar um fundo de compensação para as vítimas, sendo que o juiz decretou um prazo para registar queixas de abuso, neste caso até 16 de novembro.
Na declaração de falência, os escoteiros afirmam ter ativos no valor de mil milhões de euros, mas também um rede de conselhos locais que possuem centenas de acampamentos e outras propriedades em todo o país, nas margens de lagos ou vales, onde os jovens recebem formações de exploração ou valores éticos.
Em comunicado, a Boys Scouts of America disse estar “devastada pelo número de vítimas afetadas por abusos no passado” e que por essa mesma razão iniciaram um processo acessível para os sobreviventes reivindicarem indemnizações.
“A resposta que vimos dos sobreviventes foi devastadora”, insistiu a organização, que pediu perdão.
Fundados em 1910, os escoteiros expandiram-se depois de receber um Carta do Congresso, em 1916, que detalhava os valores do escotismo como o “patriotismo, bravura e independência”, pelos quais se guiaram várias gerações de rapazes norte-americanos.
Segundo a organização, mais de 130 milhões de escoteiros passaram pelos seus programas ao longo da história, incluindo personalidades como o antigo presidente John F. Kennedy, o astronauta Neil Armstrong, o ícone de direitos civis Ernest Green ou o realizador de cinema Steven Spielberg.
Atualmente, a organização conta com cerca de 2,2 milhões de membros, embora o número esteja em constante declínio desde que atingiu o pico na década de 1970, de cerca de cinco milhões.
Por isso mesmo, em 2017, a organização decidiu começar a aceitar raparigas, algo que piorou o seu relacionamento com a Girls Scouts of America (“Raparigas Escoteiras da América”).
De acordo com os documentos internos da organização, já nas primeiras décadas de existência dos escoteiros foram denunciados problemas de abusos, nos quais haveria centenas de “degenerados” que serviam como chefes de escoteiros.