Ainda há quem defenda a pena de morte na Europa. Ditador Lukachenko aplica-a na Bielorrússia.
Ouça aqui a última crónica de Ricardo Figueira, jornalista da Euronews:
“Manifestamente é um ato de terrorismo islâmico. É um novo ataque sangrento contra o nosso país, contra os jornalistas”, disse esta noite o ministro em declarações no canal de televisão France 2.
O governante precisou que o atacante chegou a França há três anos, com estatuto de menor não acompanhado, e é de origem paquistanesa, mas não estaria identificado como um jovem radicalizado.
“Ele não era ficha S [identificado como possível radical islâmico pelas autoridades francesas], não era conhecido por radicalização. Ele foi identificado por porte de arma, uma chave de fendas aparentemente, mas ainda era menor. Foi sujeito a uma chamada de atenção dessa vez”, detalhou o ministro.
Tendo o ataque acontecido junto ao prédio onde ocorreram os atentados à redação do jornal satírico Charlie Hebdo em 2015, Darmanin disse que a zona foi “subavaliada” em termos de segurança.
“Pedi ao prefeito de polícia para nos dizer porque é que a ameaça foi subavaliada nesta rua”, esclareceu, já que este ataque acontece durante o julgamento do processo dos ataques ao Charlie Hebdo que decorre desde setembro no Tribunal de Paris.
Gérald Darmanin disse ainda que a segurança será reforçada nas sinagogas devido às comemorações do Yom Kippour, que acontecem domingo e segunda-feira.
Dois jornalistas da produtora de documentários e grandes reportagens PLTV (Premières Lignes, fundada e dirigida pelo repórter luso-francês Paul Moreira), um homem e uma mulher, ficaram feridos com gravidade no ataque, perpetrado junto ao edifício que albergava a redação do Charlie Hebdo quando do ataque de janeiro de 2015. Vítimas não correm risco de vida, indicou o primeiro-ministro, Jean Castex.
Dois extremistas islâmicos mataram 12 pessoas nesse ataque ao Charlie Hebdo, que mudou depois de instalações para um local não revelado.
As autoridades antiterroristas de França detiveram já pelo menos sete pessoas, na sequência da investigação ao ataque de hoje.
Cinco suspeitos, segundo fonte judicial citada pela agência France-Presse (AFP), foram detidos nos subúrbios de Paris, capital de França, por elementos da polícia de investigação a atividades terroristas, durante uma busca a uma das alegadas casas do principal suspeito do ataque, que já tinha sido detido.
Nos últimos sete dias, 4.069 doentes foram hospitalizados em França infetados com SARS-CoV-2, dos quais 747 em reanimação.
No total, 6.128 pessoas continuam internadas em França (mais 97 em relação à véspera) e 1.098 em cuidados intensivos (mais 50 nas últimas 24 horas).
« Continuamos numa fase ascendente da epidemia, quase todos os indicadores estão a subir », comentou Sophie Vaux, especialista de Santé Publique France.
Portugal foi incluído na lista, alargada hoje, de países e regiões que a Suíça considera destinos de alto risco de contágio de covid-19, em conjunto com a Bélgica, o Reino Unido e a região da Bretanha, na França, que se juntam a outras regiões francesas e à Dinamarca, Hungria, Irlanda, Islândia, Luxemburgo, Países Baixos, Eslovénia, Equador, Jamaica, Marrocos, Nepal e Omã.
O Governo suíço já tinha colocado, em meados de setembro, nove regiões metropolitanas francesas na lista, mas, a partir de agora, todas as regiões francesas, com exceção das fronteiriças estão incluídas.
A lista passou a incluir também duas novas regiões austríacas (Baixa Áustria e Alta Áustria), sendo que Viena já constava desde meio de setembro, e uma região da Itália, a Ligúria.
A Suíça considera regiões de risco as que ultrapassam o número de 60 novas infeções de covid-19 por 100.000 habitantes considerando um período de 14 dias.
Kosovo e San Marino foram retirados da lista.
O Governo terá, no entanto, de confiar na “responsabilidade individual” para respeitar as instruções, já que não há controlo sistemático de fronteiras.
Os incumpridores enfrentam uma multa de até 10.000 francos suíços, ou seja, cerca de 9.300 euros.
A Suíça, que tem cerca de 8,5 milhões de habitantes, foi relativamente poupada na primeira vaga da epidemia do novo coronavírus, apesar da sua proximidade com a Itália, que foi o epicentro da epidemia na Europa durante alguns meses.
A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 984.068 mortos e cerca de 32,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes,
Por outro lado, o país contabilizou mais 114 mortes com a doença nas últimas 24 horas, aumentando o total de óbitos para 31.232.
Madrid continua a ser a comunidade autónoma com o maior número de novas infeções, tendo registado mais 2.941 casos do que o número total notificado na quarta-feira.
Deram entrada nos hospitais com a doença nas últimas 24 horas 1.358 pessoas, das quais 490 em Madrid, 205 na Andaluzia, 102 em Castela e Leão e 97 na Catalunha.
Há em todo o país 11.006 pessoas hospitalizadas com a doença e 1.465 pacientes estão em unidades de cuidados intensivos.
O Governo espanhol considera insuficiente o alargamento, decidido hoje pelo executivo regional de Madrid, das medidas restritivas de luta contra a covid-19 na capital, tendo defendido a sua aplicação a toda a cidade.
Em Espanha, as autoridades regionais têm competência exclusiva em matéria de saúde e o Governo central não tem o poder de lhes impor as suas decisões em matéria de saúde.
O Governo regional de Madrid anunciou hoje que alargava a mais 167.381 pessoas (oito zonas sanitárias) as medidas que atualmente já restringem a mobilidade de mais de 850.000 habitantes para impedir a propagação da pandemia de covid-19.
A partir de segunda-feira, as atuais 37 zonas sanitárias na área metropolitana de Madrid passam a ser 45, com mais de um milhão de habitantes, com restrições à mobilidade dos cidadãos: não é permitida a entrada ou saída, exceto para ter acesso a bens essenciais ou ir trabalhar, a lotação nos espaços fechados é reduzida para 50% e os estabelecimentos comerciais e hoteleiros devem fechar às 22:00.
O critério principal para implementar as medidas restritivas da mobilidade tem a ver com a existência de mais de 1.000 novos casos de covid-19 por 100.000 habitantes nas últimas duas semanas.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 984 mil mortos no mundo desde dezembro do ano passado, incluindo 1.931 em Portugal.
Na Europa, o maior número de vítimas mortais regista-se no Reino Unido (41.902 mortos, mais de 416 mil casos), seguindo-se Itália (35.781 mortos, mais de 304 mil casos), França (31.511 mortos, mais de 497 mil casos) e Espanha (31.232 mortos, mais de 716 mil casos).
O boletim de hoje da Direção-Geral da Saúde regista mais 899 casos de covid-19, cinco mortos e 327 recuperados em Portugal nas últimas 24 horas. No total, há agora no país 72.055 casos confirmados, 1.936 vítimas mortais e 47.003 recuperados.
O número de novos infetados é alto, é um novo máximo em cinco meses e meio. Há mais 208 casos do que ontem.
No que respeita ao número de mortos, há mais dois do que ontem.
A polícia de Paris deteve um segundo homem suspeito de envolvimento no ataque com arma branca perpetrado hoje perto da antiga redação do jornal satírico Charlie Hebdo, bairro número 11, no leste da capital francesa.
Segundo fonte judicial citada pela imprensa francesa, o segundo suspeito foi detido no metro de Paris.
O primeiro-ministro, Jean Castex, indicou que a vida das duas vítimas feridas neste ataque « não estão em perigo ».
O procurador de Paris confirmou que « o agressor principal » foi detido.
Jean Castex sublinhou o aspeto simbólico deste novo ataque em Paris. « Aconteceu num local simbólico, no momento em que decorre o processo (judicial) dos ataques indignos contra Charlie Hebdo », disse o chefe do Governo francês.

Vítor Santos recebeu em estúdio Filipe Ferreira na emissão « Nunca é Tarde » para falar do álbum « Sentidos ».
Aqui fica a conversa…

Perante os números alarmantes da pandemia em França, o primeiro-ministro, Jean Castex, evocou ontem, 24/09, numa entrevista ao canal televisivo France2, a possibilidade de um novo confinamento no país.
« Se não agirmos, e vamos agir!, poderemos reencontrarmo-nos numa situação próxima da que conhecemos na primavera (…) isso poderá significar novo confinamento ». « É preciso evitar (um novo confinamento) » a todo o preço, acrescentou.
Jean Castex na France 2 (24/09)
Face à contestação, um pouco por todo o país, das recentes medidas muito restritivas anunciadas pelo ministro da Saúde, Olivier Véran, o chefe do Governo respondeu dizendo que « não se brinca com uma epidemia » e apelou à « responsabilidade coletiva ».