Covid-19/Portugal. Região de Lisboa regista 4 das 5 mortes em 24h e quase metade dos novos casos

Covid-19. Portugal registou hoje, sábado mais 497 casos de infeção e mais cinco mortos, segundo os dados oficiais.

A região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser a que enfrenta mais problemas com a pandemia.

Quatro das cinco mortes registadas nas últimas 24h foram nesta zona, tal como quase metade dos novos casos de covid-19 – 243, quase metade do total, que foi de 497.

Na região Norte foram detetados mais 178 casos de infeção.

A região Centro contabiliza mais 39 casos, o Alentejo mais 26, o Sul mais 7 e as ilhas dos Açores e Madeira, registam ambas 2 novos casos.

Filme de Ana Rocha de Sousa sobre drama da emigração portuguesa recebe mais dois prémios em Veneza

Ana Rocha de Sousa duplamente premiada hoje no Festival de Cinema de Veneza

Ana Rocha de Sousa duplamente premiada hoje no Festival de Cinema de Veneza

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A realizadora portuguesa Ana Rocha de Sousa venceu hoje o prémio ‘Leão de Futuro’, de primeira obra, e o prémio especial do júri ‘Horizontes’ no Festival de Cinema de Veneza, em Itália, pela longa-metragem « Listen », foi hoje anunciado.

De acordo com o festival italiano, que termina hoje, « Listen » foi distinguido com o prémio ‘Leão do Futuro – Luigi De Laurentiis’, no valor de 100 mil dólares (84,4 mil euros), e Ana Rocha de Sousa recebeu ainda o prémio especial do júri da secção competitiva ‘Horizontes’.

« Listen » é a primeira longa-metragem da atriz e realizadora Ana Rocha de Sousa e a narrativa inspira-se em factos reais. É um drama familiar de uma família portuguesa emigrada no Reino Unido, a quem os serviços sociais lhe retiram os três filhos menores, por suspeita de maus tratos.

Em entrevista à agência Lusa dias antes da estreia mundial do filme em Veneza, a realizadora recuava a 2016 para falar da criação deste filme, depois de ter vivido e estudado em Londres, de ter sido mãe e de ter tomado conhecimento de casos de emigrantes que viveram aquele drama, retratado em « Listen ».

« Não é de todo um filme contra ninguém em específico, mas pretende levantar questões; se não haverá outras formas de salvaguardar o superior interesse destas crianças e destas famílias para lá da adoção. (…) A grande dificuldade do tema são algumas definições demasiado subjetivas em termos legais que tornam o sistema [social] muito falível », contou.

Sobre a presença em Veneza, Ana Rocha de Sousa recordou a importância do festival: « Estar em Veneza trouxe muito visibilidade ao filme. Existirá um ‘antes de Veneza’ e um ‘depois de Veneza’. Sou absolutamente grata ao facto de Veneza ter coragem de seguir e, de uma forma adaptada e nova, não deixar cair as coisas ».

« Listen » tem coprodução luso-britânica, foi rodado nos arredores de Londres com elenco português e inglês, encabeçado por Lúcia Moniz, Ruben Garcia e Sophia Myles. Chegará aos cinemas portugueses em 2021.

Na sexta-feira, o filme da realizadora portuguesa foi distinguido com o prémio Bisato d’Oro de melhor realização e o prémio « Sorriso Diverso Venezia, pela « abordagem às questões sociais », ambos galardões paralelos do festival.

Ana Rocha de Sousa, 41 anos, entrou no cinema pela porta da representação, sobretudo em ficção televisiva, como « Riscos », « A raia dos medos », « Morangos com açúcar » e « Jura », e passou para o outro lado da câmara a realizar curtas-metragens. Atualmente prepara uma nova longa-metragem.

« Listen » tinha sido selecionado para a secção competitiva « Horizontes » do festival, na qual estava também a curta-metragem « The Shift », de Laura Carreira.

Nesta secção, o prémio de melhor curta foi para « Entre tú y milagros », de Mariana Saffon.

A 77.ª edição do Festival de Cinema de Veneza, que termina hoje, foi apresentada como um dos primeiros eventos internacionais a decorrer nos moldes tradicionais em tempos de pandemia da covid-19, depois de meses de paralisação da atividade cinematográfica, que levou muitos festivais a decidirem pelo adiamento, cancelamento ou exibição ‘online’.

Covid-19: França supera a barreira dos 10.000 novos casos em 24 horas

Covid-19: França supera a marca dos 10.000 novos casos em 24 horas. Mais 17 mortos em hospitais

Covid-19: França supera a marca dos 10.000 novos casos em 24 horas

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Alfa/com Lusa
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A França ultrapassou a barreira de 10.000 novos casos em 24 horas, um recorde desde o lançamento de testes em grande escala no país, segundo os dados divulgados pelas autoridades francesas.

O número exato de casos confirmados nas últimas 24 horas é de 10.561, contra os 9.406 de sexta-feira, sendo que a taxa de positividade dos testes permanece estável nos 5,4%.

Nas últimas 24 horas, há ainda a registar a morte de 17 pessoas morreram nos hospitais devido à covid-19.

Os pacientes internados em Unidades de Cuidados Intensivos também aumentaram, com 417 novos pacientes hospitalizados nos últimos sete dias, dos quais 28 foram nas últimas 24 horas.

No total, 30.910 pessoas morreram de covid-19 desde o início da pandemia em França, há seis meses, e foram feitos 10 milhões de testes.

Diante de uma “manifesta degradação” da situação, o primeiro-ministro, Jean Castex, anunciou na sexta-feira uma redução do período de isolamento para sete dias para casos positivos e os seus contactos.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 916.372 mortos e mais de 28,5 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

« O movimento das coisas », filme histórico português, no festival Lumière, em Lyon

Filme de Manuela Serra selecionado para o festival Lumière em França

Filme de Manuela Serra selecionado para o festival Lumière em França

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O filme « O movimento das coisas », de 1985, da realizadora portuguesa Manuela Serra, foi selecionado para o Festival Lumière, que decorrerá em outubro em França, revelou a Cinemateca Portuguesa.

O filme, que foi digitalizado e restaurado « sob o olhar atento da realizadora », será exibido na secção « Tesouros e Curiosidades » deste festival de Lyon, dedicado ao património cinematográfico, honrando a ligação do evento aos irmãos Lumière, pioneiros na história do cinema.

« O movimento das coisas » é o primeiro e único filme de Manuela Serra, um « documentário poético », como descreve a Cinemateca Portuguesa, sobre o quotidiano da comunidade rural de Lanheses, no concelho de Viana do Castelo.

A produção do filme demorou vários anos e teve uma estreia premiada no Festival de Mannheim, na Alemanha, na década de 1980, e depois em Portugal, no Festróia, mas a obra nunca chegou ao circuito comercial português.

Manuela Serra nasceu em Lisboa, em 1948, estudou cinema em Bruxelas, mas rumou a Portugal logo depois da Revolução de Abril de 1974. Foi assistente de realização e montadora do filme « Deus, Pátria, Autoridade », de Rui Simões, e uma das cofundadoras da cooperativa VirVer.

Numa entrevista publicada no Jornal dos Encontros Cinematográficos, em 2011, Manuela Serra explicava que abandonou o cinema nos anos 1990.

Filme de Ana Rocha de Sousa sobre drama de uma família emigrante portuguesa recebe prémio em Veneza

Filme de Ana Rocha de Sousa recebe prémio Bisato d’Oro no festival de Veneza

 

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Alfa/ com Lusa (leia também artigo relacionado no fim deste texto)
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O filme « Listen », da realizadora portuguesa Ana Rocha de Sousa, foi distinguido com o prémio Bisato d’Oro de melhor realização, um dos galardões paralelos do Festival de Cinema de Veneza, em Itália, revelou a distribuidora NOS Audiovisuais.

De acordo com a distribuidora, Ana Rocha de Sousa recebeu aquele prémio de melhor realização, « atribuído por um júri de crítica independente », e o filme venceu ainda o prémio « Sorriso Diverso Venezia, pela sua abordagem às questões sociais ».

A 77.ª edição do Festival de Cinema de Veneza termina no sábado, dia em que são anunciados os principais galardões, e na secção competitiva ‘Horizontes’ estão os filmes « Listen », de Ana Rocha de Sousa, e « Tee Shift », de Laura Carreira.

« Listen » é a primeira longa-metragem da atriz e realizadora Ana Rocha de Sousa e a narrativa inspira-se em factos reais. É um drama familiar de uma família portuguesa emigrada no Reino Unido, a quem os serviços sociais lhe retiram os três filhos menores, por suspeita de maus tratos.

Em entrevista à agência Lusa dias antes da estreia mundial do filme em Veneza, a realizadora recuava a 2016 para falar da criação deste filme, depois de ter vivido e estudado em Londres, de ter sido mãe e de ter tomado conhecimento de casos de emigrantes que viveram aquele drama, retratado em « Listen ».

« Não é de todo um filme contra ninguém em específico, mas pretende levantar questões; se não haverá outras formas de salvaguardar o superior interesse estas crianças e destas famílias para lá da adoção. (…) A grande dificuldade do tema são algumas definições demasiado subjetivas em termos legais que tornam o sistema [social] muito falível », contou.

« Listen » tem coprodução luso-britânica, foi rodado nos arredores de Londres com elenco português e inglês, encabeçado por Lúcia Moniz, Ruben Garcia e Sophia Myles. Chegará aos cinemas portugueses em 2021.

Em 2019, o prémio Bisato d’Oro de melhor realização foi atribuído ao filme português « A Herdade », de Tiago Guedes.

Leia mais aqui sobre o filme: 

Filme sobre drama de uma família portuguesa emigrada no Reino Unido no festival de Veneza

 

Entrevista. No inferno dos grandes burgueses do Norte de França. « Femmes de ménage » portuguesas testemunham. Investigação jornalística

Exclusivo Alfa

Publicamos aqui na íntegra a entrevista que o jornalista Mickaël Correia deu há uma semana a Artur Silva, da Rádio Alfa (programa Passagem de Nível), sobre a sua investigação publicada em artigo intitulado « Dans l’enfer des grands bourgeois du Nord: des femmes de ménage portugaises témoignent ». Um trabalho que está a dar muito que falar.

« São histórias que toda a comunidade portuguesa conhece, são histórias de humilhações quotidianas »:

 

 

 

Mickaël Correia é jornalista « independente » do Le Monde Diplomatique, Médiapart, CQFD, entre outros…

Football Leaks. Justiça francesa quer reunião com Rui Pinto

Procurador francês que investiga criminalidade económica contactou autoridades portuguesas esta semana.

Justiça francesa quer reunião com Rui Pinto, informa o semanário Expresso na sua edição deste sábado, 12/09.

O jornal teve acesso a uma carta que o Parquet National Financier (francês) enviou ao Tribunal Central de Instrução Criminal (português) manifestando o seu interesse em ouvir Rui Pinto e anunciando que em breve formalizará um pedido de cooperação às autoridades portuguesas.

« A Justiça francesa quer aproveitar o facto de Rui Pinto já não estar em prisão preventiva e de as restrições de circulação da pandemia se terem atenuado para inquirir o autor de Football Leaks e obter as senhas que permitirão às autoridades francesas aceder aos discos que Rui Pinto entregou antes de ser detido em Budapeste, em janeiro de 2019″, informa o Expresso.

O racismo e o ódio inexplicáveis nas nossas sociedades. Opinião

Ouça aqui a última crónica de Ricardo Figueira sobre a maldade humana que atinge boa parte da sociedade, como o racismo ou o ódio inexplicável contra pessoas diferentes. 

O jornalista da Euronews diz que aulas de Cidadania nas escolas são necessárias para os jovens e até para pais e avós:

 

Al Qaida volta a ameaçar Charlie Hebdo por reeditar caricaturas de Maomé

Al Qaida volta a ameaçar Charlie Hebdo por reeditar caricaturas de Maomé

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A Al Qaida voltou a ameaçar a redação da revista satírica francesa Charlie Hebdo, por reeditar as caricaturas do profeta Maomé, quando decorre o julgamento de suspeitos no envolvimento do atentado à publicação, em janeiro de 2015.

A informação foi avançada pelo grupo norte-americano SITE, especialista no acompanhamento destas organizações extremistas.

A operação terrorista contra a revista Charlie Hebdo “não foi um incidente pontual”, avisou aquela organização, em texto divulgado hoje, onde evoca os “heroicos irmãos Kouachi”, autores do ataque, que reivindicaram em nome da Al Qaida no Iémen, antes de serem abatidos pelas forças da ordem.

Para marcar a abertura do julgamento em Paris dos autores dos ataques contra Charlie Hebdo, polícias e um minimercado judeu, que provocaram 17 mortos na capital francesa, a revista satírica colocou na sua capa as caricaturas de Maomé que tinham feito desta publicação semanal um alvo destes extremistas.

A Al Qaida acusa o presidente francês, Emmanuel Macro, de ter dado “a sua autorização” a esta reedição.

“Se a vossa liberdade de expressão não respeita qualquer limite, preparem-se para se confrontarem com a liberdade das nossas ações”, ameaçou a organização fundada por Osama bin Laden, na sua revista divulgada hoje, quando se assinalam os 19 anos dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra os EUA, fomentados por este grupo.

Ainda segundo o SITE, outro meio, ligado à organização terrorista que se designa por Estado Islâmico, já tinha ameaçado a Charlie Hebdo de represálias, no início de setembro, pela republicação das caricaturas de Maomé.

No julgamento, que começou agora, 14 acusados, dos quais três julgados à revelia, são suspeitos, em grau diverso, de apoio logísticos aos irmãos Said e Chérif Kouachi e a Amédy Coulibaly, autores dos ataques que provocaram 17 mortos, entre 07 e 09 de janeiro de 2015, e suscitaram uma enorme manifestação contra o terrorismo, no dia 11 de janeiro, com a participação de vários chefes de Estado e governo estrangeiros.

Em 07 de janeiro de 2015, os irmãos Kouachi assassinaram 11 pessoas no ataque, com armas de guerra, à redação da Charlie Hebdo em Paris, após o que fugiram, matando um polícia.

No dia seguinte, Amédy Coulibaly – que tinha sido companheiro de prisão de Chérif Kouachi – matou uma agente da polícia municipal, perto de Paris, e depois, em 09 de janeiro, executou quatro homens, todos judeus, durante a tomada de reféns que fez no estabelecimento comercial Hyper Cacher, no leste de Paris.

Esta situação acabou com a morte destes três homens, durante um duplo assalto policial, quase simultâneo, ao estabelecimento e a uma tipografia, onde os atacantes do Charlie Hebdo se tinham refugiado.

Covid-19/França. Mais de 9.000 casos pelo segundo dia consecutivo. Também mais 40 mortos em 24h

Covid-19. 9.406 novos casos em França. Mais de 9.000 pelo segundo dia consecutivo.

Os números de hoje, 11/09, divulgados ao fim do dia, por Santé Publique France:

Les chiffres clés en France au 11/09/2020
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A França registou 9.406 novos casos de contágio e 40 mortes devido à covid-19 nas últimas 24 horas, revelaram as autoridades sanitárias francesas.

O número total de casos confirmados no país é agora de 363.350.

Ainda nas últimas 24 horas, foram registados 40 mortos devido ao vírus, elevando o número total de óbitos devido à doença para 30.893 desde o início da pandemia no país.

Esta semana foram hospitalizadas 2.357 pessoas em França e houve 389 novas admissões nos cuidados intensivos.

O número de focos de contaminação está também a aumentar com 106 novos focos a serem identificados nas últimas 24 horas, havendo atualmente 715 focos ativos em França.

Depois de mais um Conselho de Defesa dedicado à covid-19, que reuniu o Presidente, Emmanuel Macron, membros do Governo e especialistas de diversos campos face à pandemia, o primeiro-ministro admitiu que foi constatada “uma degradação manifesta” e que “o vírus circula cada vez mais em França ».

Jean Castex, chefe do Governo, garantiu numa conferência de imprensa na sua residência oficial que o país « não vai entrar numa lógica de confinamento generalizado », mas indicou que há agora 42 departamentos no nível máximo de alerta em relação à pandemia, deixando às autoridades locais a liberdade de adotarem medidas mais restritivas.