EUA/Floyd: Minneapolis acolhe hoje cerimónia em memória de afro-americano morto

EUA/Floyd: Minneapolis acolhe hoje cerimónia em memória de afro-americano morto

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Minneapolis, cidade norte-americana no Estado de Minesota, é hoje palco de uma cerimónia em memória de George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morto a 25 de maio, sob custódia da polícia.

A cerimónia começa às 12:00 locais e vai permitir à população local lembrar a morte de Floyd, que aconteceu depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de a vítima dizer que não conseguia respirar.

Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.

Pelo menos 9.000 mil pessoas foram detidas e o recolher obrigatório foi imposto em várias cidades, incluindo Washington e Nova Iorque.

Os quatro polícias envolvidos no incidente foram despedidos, e o agente Derek Chauvin, que colocou o joelho no pescoço de Floyd, foi detido, acusado de assassínio em terceiro grau e de homicídio involuntário.

A morte de Floyd ocorreu durante a sua detenção por suspeita de ter usado uma nota falsa de 20 dólares (18 euros) numa loja.

Recuperação económica de Portugal « vai ser lenta » influenciada pelo « medo » – Costa Silva

Recuperação económica de Portugal « vai ser lenta » influenciada pelo « medo » – Costa Silva, gestor nomeado pelo primeiro-ministro para coordenar os trabalhos preparatórios do plano de relançamento da economia

Recuperação económica de Portugal vai ser lenta influenciada pelo medo - Costa Silva

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António Costa Silva, gestor nomeado pelo primeiro-ministro para coordenar os trabalhos preparatórios do plano de relançamento da economia, considera que a recuperação económica « vai ser lenta », impulsionada pelo fator « medo », salientando que a duração terá efeitos « lesivos ».

« Acho que [a recuperação económica portuguesa] vai ser lenta, porque nós temos aqui a erupção de um fator novo que também tem consequências económicas que é o medo », afirmou o responsável, em entrevista à Lusa.

« Portanto, o regresso das pessoas à normalidade vai ser mais lento, estamos a ver nas reações. Há vários setores da população que têm reações diferentes, é aquilo que se chama a economia zombie, vamos ter aqui uma economia a funcionar a 70%, 80%, se tanto », prosseguiu.

« E basta isso para afetar todas as cadeias logísticas, as cadeias de transporte e de criar dificuldades na recuperação da economia, vamos ter isso durante algum tempo. Penso que até se descobrir a vacina realmente vai ser um período difícil », considerou.

Questionado sobre o horizonte temporal desta recuperação, Costa Silva recordou que « quando a SIDA surgiu a demora foi de seis anos até ter o primeiro tratamento eficaz ».

Agora, « não digo que vamos passar seis anos, mas a vacina pode eventualmente não surgir de um dia para o outro. Portanto, se tivermos mais um ano nesta situação isso tem efeitos já lesivos significativos na economia, para além daqueles que existiam », salientou.

« E atenção que a economia portuguesa estava a crescer, mas mesmo assim o crescimento ainda era um crescimento lento, como em toda a zona europeia. Portanto, temos aqui a retração provocada nesta crise sobre um paradigma de crescimento que já por si era lento, e isso é outra coisa que nós temos nas sociedades ocidentais », disse.

Questionado sobre se a dívida portuguesa condiciona ou pode condicionar o seu plano de recuperação económica de Portugal, António Costa Silva disse que « tudo depende de como é que os recursos financeiros que a União Europeia vai providenciar chegarem ao país ».

Ou seja, « o desenho que existe atualmente » é de que « grande parte desses recursos vão chegar sob forma de subvenções ». Se forem subvenções, « não vão afetar a dívida pública portuguesa, se vierem sob a forma de empréstimos poderão afetar », prosseguiu o gestor.

« Sabemos muito bem que uma dívida elevada funciona como uma espécie de inibidor do crescimento e, portanto, é muito importante aí o país também lutar ao nível da União Europeia para realmente haver grande parte – como defendeu a presidente da Comissão Europeia – que venha sob a forma de subvenções, para impedir que a dívida dos países seja sobrecarregada numa fase de si que já é muito difícil », considera.

« Penso que isso pode ser atingido, aliás, a União Europeia está a dar sinais muito claros a esse nível de que terá provavelmente aqui um novo quadro mental, estou muito esperançado », afirmou.

Relativamente à reindustrialização, no qual Portugal tem de estar alinhado com os propósitos da União Europeia, António Costa e Silva referiu que o bloco europeu « está a estudar isso » e a « definir exatamente » o que « significa a autonomia estratégica da Europa nos vários setores da economia ».

Defendeu que Portugal deve « sintonizar-se com isso e analisar as suas valências internas e ver como é que pode capitalizar essa reorganização, sobretudo, das cadeias logísticas, aproveitando as potencialidades da indústria nacional ».

No entanto, admitiu que a reconversão está « muito dependente também daquilo que for o programa europeu ».

Covid-19: Comissão Europeia “otimista” sobre rápida retoma económica em Portugal

Covid-19: Comissão Europeia “otimista” sobre rápida retoma económica em Portugal

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A Comissão Europeia diz estar “razoavelmente otimista” sobre uma “rápida recuperação” económica de Portugal após a crise gerada pela covid-19 e considera que a forma como o país “controlou” a pandemia beneficiará a retoma do turismo este verão.

“De momento, estou razoavelmente otimista relativamente a Portugal”, afirmou em entrevista à agência Lusa, em Bruxelas, o comissário europeu do Emprego, Nicolas Schmit.

O responsável recordou que “Portugal foi bastante afetado pela crise anterior”, de há 10 anos, “que teve contornos muito sérios no país e afetou especialmente jovens, com alguns dos quais a terem de deixar o país para encontrar novas oportunidades”.

Porém, desta vez a situação será diferente, segundo Nicolas Schmit.

“Prevemos que a recuperação económica em Portugal aconteça relativamente rápido, o que permitirá também que o desemprego baixe mais rapidamente do que aconteceu na crise anterior”, comparou o comissário europeu.

Em previsões económicas divulgadas no início de maio, a Comissão Europeia disse estimar para Portugal uma contração da economia de 6,8%, menos grave do que a média europeia, mas projeta uma retoma em 2021 de 5,8% do PIB, abaixo da média da UE (6,1%) e da zona euro (6,3%).

Foi ainda projetada uma taxa de desemprego de 9,7% em 2020, diminuindo para 7,4% no ano seguinte.

“As previsões de que dispomos apontam para um aumento no desemprego em Portugal este ano, à semelhança dos outros Estados-membros”, notou Nicolas Schmit.

E, segundo o responsável luxemburguês, isto já está a acontecer.

“Já estamos a assistir a um aumento do desemprego – porque já há pessoas a perder os seus postos de trabalho –, mas é preciso pôr em prática as medidas certas para o limitar e para ajudar Portugal a recuperar vigorosamente”, apelou.

Segundo Nicolas Schmit, aqui entra a proposta da Comissão Europeia de um Fundo de Recuperação de 750 mil milhões de euros para reparar os danos provocados pela pandemia da covid-19, do qual Portugal “também é um beneficiário”, ajudando a “encurtar esta severa recessão”.

A proposta prevê que, do montante global do fundo, a ser angariado pela própria Comissão nos mercados, 500 mil milhões sejam canalizados para os Estados-membros através de subsídios a fundo perdido, e os restantes 250 mil milhões na forma de empréstimos.

Portugal poderá arrecadar um total de 26,3 mil milhões de euros, 15,5 mil milhões dos quais em subvenções e os restantes 10,8 milhões sob a forma de empréstimos (voluntários) em condições muito favoráveis, mas a decisão sobre o aval da proposta cabe aos líderes europeus.

Na entrevista à Lusa, Nicolas Schmit elogiou também o facto de Portugal ter conseguido “controlar bastante bem a pandemia”, numa altura em que se registam cerca de 33 mil casos de infeção no país – mais de 20 mil dos quais recuperados – e 1.447 mortes por causa da covid-19.

“Não foi um dos países mais afetados e penso que isto é um elemento positivo para Portugal e para o setor do turismo”, considerou o comissário europeu.

Nicolas Schmit disse, ainda, esperar que este verão não seja “uma temporada perdida” no país, apesar de reconhecer que o setor turístico português terá “um ano mais difícil”.

“Espero que estas consequências sejam limitadas”, concluiu.

FC Porto perde com Famalicão e fica com liderança em risco

O FC Porto foi hoje derrotado em casa do Famalicão, por 2-1, em jogo da 25.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, e pode ser ultrapassado na liderança pelo Benfica.

No regresso da competição, após quase três meses de paragem, devido à covid-19, os famalicenses marcaram por Fábio Martins (48) e Pedro Gonçalves (78), com os ‘dragões’ ainda a empatarem por Corona (74).

Com esta derrota, o FC Porto, que vinha de sete jogos sem perder, mantém-se na liderança, com 60 pontos, mais um do que o Benfica, que na quinta-feira recebe o Tondela. O Famalicão sobre provisoriamente ao quinto lugar, com 40.

 

Resultados da 25ª jornada da I Liga de futebol:

 

– Quarta-feira, 3 jun:

Portimonense – Gil Vicente, 1-0 (0-0 ao intervalo)

Famalicão – FC Porto, 2-1 (0-0)

 

– Quinta-feira, 4 jun:

Marítimo – Vitória de Setúbal, 19:00

Benfica – Tondela, 20:15

Vitória de Guimarães – Sporting, 22:15

 

– Sexta-feira, 5 jun:

Santa Clara – Sporting de Braga, 20:00 (Cidade do Futebol)

Desportivo das Aves – Belenenses SAD, 22:15

 

– Sábado, 6 jun:

Boavista – Moreirense, 22:15

 

– Domingo, 7 jun:

Rio Ave – Paços de Ferreira, 22:00.

 

Alfa/Lusa.

Portimonense vence Gil Vicente no regresso da I Liga

O Portimonense venceu hoje em casa o Gil Vicente, por 1-0, no primeiro jogo da I Liga portuguesa de futebol, após uma interrupção de 87 dias, devido à covid-19.

Na abertura da 25.ª jornada, o brasileiro Lucas Fernandes marcou aos 49 minutos o único golo do encontro, permitindo ao conjunto algarvio interromper uma série de 12 encontros sem vencer e somar o terceiro triunfo na prova.

Com esta vitória, o Portimonense, 17.º e penúltimo classificado, com 19 pontos, colocou-se, provisoriamente, a três pontos da zona de manutenção, enquanto o Gil Vicente segue no nono lugar, com 30.

 

Alfa/Lusa.

Férias de Verão. Os emigrantes e a travessia (por terra) de Espanha. A « Via Verde »

 

O Ministro Eduardo Cabrita (Administrção Interna) lembrou, ontem, que nesta altura é autorizada a circulação de trabalhadores transfronteiriços “dentro dos pontos de passagem autorizados” e a deslocação de trabalhadores sazonais entre Portugal e Espanha.

Além disso, acrescentou, que Portugal, em articulação com as autoridades espanholas, tem corredores sanitários que permitem aos emigrantes portugueses vindos de França atravessar Espanha, “não para estar em Espanha, mas para virem até Portugal”.

No fundo não fez mais do que já anunciara Berta Nunes, secretária de Estado das Comunidades, que, já a oito de maio, declarava sobre as férias de verão dos emigrantes:

“A nossa expetativa é que venham (…de férias…) por via aérea, nada o impede (…) mas também por via terrestre, encontrar uma espécie de ‘via verde’ (…) para que possam vir de carro, através de Espanha, de França ou de outros países”. Ouça aqui:

O ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, durante a audição na Comissão de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação, na Assembleia da República, em Lisboa, 14 de fevereiro de 2017. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Em defesa do voto eletrónico dos portugueses no estrangeiro. Opinião

Os franceses vão avançar para o voto eletrónico em certas eleições implicando os seus eleitores residentes no estrangeiro. Os portugueses não querem ouvir falar nisso, mas mais tarde ou mais cedo vão ter de ceder porque  a sua posição retrógrada não tem sentido.

Crónica de Carlos Pereira, jornalista e diretor do Lusojornal, para ouvir na Rádio Alfa, nesta quinta-feira, 04.

 

Covid-19: Região de Lisboa e Vale do Tejo com 91,5% dos novos casos (366 em 24h)

Covid-19: Região de Lisboa e Vale do Tejo com 91,5% dos novos casos divulgados hoje

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Informação oficial (mais 11 óbitos):
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Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua hoje a região com mais novos casos de infeção pelo novo coronavírus, com 91,5% dos 366 casos reportados no país, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Na terça-feira, LVT tinha 81,02% dos 195 novos casos reportados.

De acordo com o boletim hoje divulgado, no último dia foram registados 11 óbitos, para um total de 1.447 desde o início da contagem em Portugal, 10 dos quais na região de Lisboa e um na do Norte, revelou a DGS.

Relativamente aos dados divulgados na terça-feira, LVT regista 335 novos casos, para um total de 11.493, o Norte, com 15 novos casos, representa 4,87% dos novos infetados, para um total de 16.804, o Centro, com 11, representa 3%, para 3.765, e o Algarve 1,09%, com quatro novos casos, para 372.

Não foram verificados novos casos no Alentejo, que se mantém com 260 infetados, e nos Açores existiu mais um infetado (0,27%) do que no dia anterior, apresentando agora um total de 138.

A Madeira, que no boletim de terça-feira apresentava um total de 91 infetados, hoje apresenta 90, porque um caso divulgado na terça-feira foi hoje atribuído à zona Centro.

De acordo com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, trata-se de um caso de dupla residência, um jovem da Madeira, mas que estuda no continente. Inicialmente, a Madeira considerou o caso um infetado na Madeira, importado do Continente, mas hoje decidiu reportar o caso ao local onde verdadeiramente reside.

Portugal regista hoje 1.447 mortes relacionadas com a covid-19, mais 11 do que na terça-feira, e 33.261 infetados, mais 366, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.436 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,8% e de 1,1% nos casos de infeção.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado maior número de surtos nas últimas semanas, há mais 335 casos de infeção (+2,9%).

Covid-19: Região de Lisboa e Vale do Tejo com 91,5% dos novos casos divulgados hoje

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Lisboa, 03 jun 2020 (Lusa) – Lisboa e Vale do Tejo (LVT) continua hoje a região com mais novos casos de infeção pelo novo coronavírus, com 91,5% dos 366 casos reportados no país, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Na terça-feira, LVT tinha 81,02% dos 195 novos casos reportados.

De acordo com o boletim hoje divulgado, no último dia foram registados 11 óbitos, para um total de 1.447 desde o início da contagem em Portugal, 10 dos quais na região de Lisboa e um na do Norte, revelou a DGS.

Relativamente aos dados divulgados na terça-feira, LVT regista 335 novos casos, para um total de 11.493, o Norte, com 15 novos casos, representa 4,87% dos novos infetados, para um total de 16.804, o Centro, com 11, representa 3%, para 3.765, e o Algarve 1,09%, com quatro novos casos, para 372.

Não foram verificados novos casos no Alentejo, que se mantém com 260 infetados, e nos Açores existiu mais um infetado (0,27%) do que no dia anterior, apresentando agora um total de 138.

A Madeira, que no boletim de terça-feira apresentava um total de 91 infetados, hoje apresenta 90, porque um caso divulgado na terça-feira foi hoje atribuído à zona Centro.

De acordo com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, trata-se de um caso de dupla residência, um jovem da Madeira, mas que estuda no continente. Inicialmente, a Madeira considerou o caso um infetado na Madeira, importado do Continente, mas hoje decidiu reportar o caso ao local onde verdadeiramente reside.

Portugal regista hoje 1.447 mortes relacionadas com a covid-19, mais 11 do que na terça-feira, e 33.261 infetados, mais 366, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

Em comparação com os dados de terça-feira, em que se registavam 1.436 mortos, hoje constatou-se um aumento de óbitos de 0,8% e de 1,1% nos casos de infeção.

Na Região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se tem registado maior número de surtos nas últimas semanas, há mais 335 casos de infeção (+2,9%).

« Racismo é um pecado ». Papa condena racismo e violência

Papa condena o racismo e a violência nos Estados Unidos

O Papa Francisco agradeceu este domingo aos jornalistas pelo trabalho efetuado em tempo de pandemia da covid-19

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« Não podemos tolerar ou fechar os olhos a qualquer tipo de racismo ou exclusão », disse Francisco, acrescentando que « o racismo é um pecado »

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OPapa Francisco mostrou-se hoje preocupado com a situação nos Estados Unidos após a morte de George Floyd e afirmou que o racismo não pode ser tolerado, bem como os episódios de violência naquele país.

 

Durante as saudações aos fiéis de língua inglesa, Francisco declarou que estava a acompanhar « com grande preocupação as dolorosas perturbações que estão a acontecer nos Estados Unidos, depois da trágica morte de George Floyd « .

« Queridos amigos, não podemos tolerar ou fechar os olhos a qualquer tipo de racismo ou exclusão », disse Francisco, acrescentando que « o racismo é um pecado ».

Para o Papa, « a violência das últimas noites é autodestrutiva » e « nada se ganha e muito se perde ».

O papa uniu-se à Igreja de São Paulo e Minneapolis, nos Estados Unidos em oração « pela alma de George Floyd e todos os outros que perderam a vida por causa do pecado do racismo ».

« Ore pelo consolo de famílias e amigos com o coração partido e pela reconciliação nacional e paz pela qual ansiamos. Que Nossa Senhora de Guadalupe, Mãe da América, interceda por todos aqueles que trabalham pela paz e justiça na sua terra e no mundo « , acrescentou.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu na noite de segunda-feira em Minneapolis, após uma intervenção policial violenta, cujas imagens foram divulgadas através da internet.

Floyd foi detido por suspeita de ter tentado pagar com uma nota falsa de 20 dólares num supermercado. Num vídeo filmado por transeuntes e divulgado nas redes sociais, é possível ver um dos agentes pressionar o pescoço da Floyd com o joelho durante vários minutos.

Desde então, várias cidades norte-americanas, incluindo Washington e Nova Iorque, e outros locais na Europa, têm sido palco de manifestações, com os protestos a resultarem frequentemente em confrontos com a polícia.

Dia de Portugal « muito simbólico ». Cerimónia do 10 de junho nos Jerónimos com apenas oito presenças

Cerimónia simbólica do 10 de Junho será no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, com apenas oito personalidades presentes.

Cerimónia simbólica do Dia de Portugal no Mosteiro dos Jerónimos, organizada pelo Presidente da República Portuguesa, apenas com oito presenças. 

A »cerimónia simbólica » comemorativa do Dia de Portugal que se realizará no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa, terá apenas oito presenças, incluindo o chefe de Estado e o presidente desta edição do 10 de junho, o teólogo e cardeal Tolentino Mendonça, que serão aliás as duas únicas personalidades que discursarão durante a cerimónia.

A Presidência da República informou ontem, terça-feira, que, além dos dois intervenientes na sessão, haverá seis convidados, que correspondem aos primeiros cinco lugares das mais  altas entidades públicas da lista do Protocolo do Estado.

Esta lista é encabeçada pelo chefe de Estado, seguindo-se o presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro, os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça e do Tribunal Constitucional, bem como os presidentes do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal de Contas.

O 10 de junho será a primeira data nacional com comemorações da responsabilidade do Presidente da República nesta fase de pandemia de covid-19.

 

O Presidente da República escolheu o teólogo e poeta madeirense José Tolentino Mendonça, entretanto elevado de arcebispo a cardeal, para presidir à comissão organizadora da edição deste ano das comemorações do 10 de junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Estas Comemorações do Dia de Portugal estavam inicialmente previstas para a Madeira e para a África do Sul.

Mas, no final de março, o chefe de Estado comunicou por carta ao presidente da Assembleia da República, ao primeiro-ministro e às autoridades da Madeira a sua decisão de cancelar as comemorações na Madeira e na África do Sul devido à pandemia da covid-19.

Mais tarde, anunciou que o 10 de junho seria assinalado com uma « cerimónia simbólica » no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

De acordo com uma nota divulgada na segunda-feira, o programa terá início no exterior do Mosteiro dos Jerónimos, pelas 11h00, com o içar da bandeira nacional, a execução do hino nacional, 21 salvas de tiros por uma unidade naval da Armada fundeada no rio Tejo e sobrevoo de homenagem por uma esquadrilha de aeronaves F-16 da Força Aérea.

Depois, na Igreja de Santa Maria de Belém, o Presidente da República irá depositar uma coroa de flores no túmulo de Luís Vaz de Camões e guardar « um minuto de silêncio em homenagem aos mortos ao serviço da pátria ».

« Nos claustros do Mosteiro, irá usar da palavra o cardeal D. José Tolentino de Mendonça, presidente da comissão organizadora do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a que se segue a intervenção do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa que encerra as cerimónias », lê-se na nota divulgada no portal da Presidência da República na Internet.

Em 2016, ano em que tomou posse como Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa lançou um modelo inédito, acertado com o primeiro-ministro, António Costa, em que as celebrações do Dia de Portugal começaram em território nacional e se estenderam Paris, onde reside uma imensa comunidade emigrante portuguesa.

Sobre as razões da sua escolha, o Presidente da República argumentou que a cerimónia do 10 de Junho « ou era assim, pequena, simbólica, ou passava para 500, 600, 700 pessoas, num espaço muito pequeno que é o claustro dos Jerónimos ».

« A alternativa era haver Forças Armadas, centenas de militares, a prestar honras militares, a terem desfile e passagem de revista. Depois, de acordo com o protocolo, centenas de personalidades, como embaixadores e altas individualidades deveriam também ser convidadas », referiu, concluindo: « Foi uma escolha que foi feita ».